terça-feira, 29 de setembro de 2009

MELHOR PRA NÓS

* letra feita com Marco Ribas e musicada por Eduardo Franco

Pra que tentar fingir
Mentir pro coração
Você é o que eu sempre quis
E a hora é essa então.

Se o mundo é infeliz
Você é a proteção
Princípio, meio e fim
De tudo o que que há de bom.

Se o vida diz que sim
Quem vai dizer dizer que não
Morrer de amor é assim
Como é do coração

Eu peço, vá por mim
Não dê tanta atenção
Ao que ouve por aí
Escreva uma canção

(refrão)
Você me faz feliz
Me faz querer ser mais
E bem melhor pra nós

BARRA DO MEIO DIA


* musicada por Apá Silvino

Pra não faltar mais carinho
Eu reviro o coração
No sentido da tua mão
No rumo do teu agrado
Até ficar do teu lado
Como se fosse num ninho

Ô, ô, ô, ô
Pra não faltar mais carinho
Ô, ô, ô, ô
Como se fosse num ninho

Se não houver poesia
Eu em verso me transformo
Com as frases que decoro
Tento aprender a cantar
Esperando o sol brilhar
Na barra do meio-dia

Ô, ô, ô, ô
Pra não faltar mais carinho
Ô, ô, ô, ô
Como se fosse num ninho

E se não raiar o dia
Eu invento um outro sol
Pra queimar ao teu redor
E trazer astros comigo
Vadios, fiéis, amigos
Em completa harmonia

Ô, ô, ô, ô
Pra não faltar mais carinho
Ô, ô, ô, ô
Como se fosse num ninho


CHUVA DE CAJU



* musicada por Tatiana Rocha e Ugo Castro Alves

Eu guardo pra você cada raio de sol
Sabe-se lá quando vai chover
E se o dia inteiro for de muito sol
Invento uma nuvem só para você

Trarei a chuva breve
Pro sertão molhar
Farei a alma leve
O cinza chumbo a pendurar
Um céu chuvoso
Na mão aberta
Teu peito, terra
Um chão macio para eu deitar

Serei a chuva passageira e certa
Que vai chover nos olhos da morena
Assim como o mestre mandou
Assim como o mestre mandou

Direi o verso que o poeta ditou
Para pintar seus olhos de azul
Serei calor e ventania
Serei prosa e poesia
Serei vento e maresia
Serei chuva de caju
Eu serei chuva de caju
Eu serei chuva de caju

quarta-feira, 20 de maio de 2009

O DESERTO


* musicada por Iso Fischer

O deserto é um mero espelho
Reflete a luz do universo
Reparte o destino ao meio
Separa a prosa do verso

O deserto é abismo rente
A chuva não cai por medo
Manhã que vem de repente
E onde anoitece mais cedo

Onde o sol encontra o frio
Deserta é a chave da alma
Onde desaguei meu rio
Onde aplaquei minha calma

Coerente desarmonia
É o deserto um mar de nada
Derrete-me ao meio dia
E é tão fria a madrugada

Deserto é tudo o que tenho
Desejo ou digo ou refaço
Deserta é a luz que eu acendo
Quando o escuro é o meu cansaço

Foi lá que encontrei a vida
Deserto em que me perdi
Revi estrelas sumidas
E onde a lua eu pude ouvir

Dunas me encobrem a vista
Oásis que eu nunca vi
Através da mesma pista
Num deserto eu me senti

No deserto em que, refeito
Descobri que um dia, enfim
No deserto do meu peito
Estava a chave de mim

sábado, 16 de maio de 2009

'MAS' OU MENOS

* musicada por Adryana BB

Você é mais
A vida vive a nos dizer
Se eu sou mais
É que eu existo com você
Você é mais
É a madrugada a nos trazer
Amor e paz
E o que mais possa oferecer

A vida sempre que abre a porta
Exige mais de quem recebe
Mas, vem o mas, e a chance morta
Se vai e você nem percebe

Pra que ser mas
Se é bem menos do que ser
Não quero mas
No mais eu quero é viver
Andar pra trás
É pra quem finge que não vê
Eu quero é mais
De mim, da vida e de voce

O mas é o não desimportante
O não é o mas do que temos
Eu quero é mais de cada instante
Cansei de tanto mais ou menos

Você é mais
A vida vive a nos dizer
Se eu sou mais
É que eu existo com você
Você é mais
É a madrugada a nos trazer
Amor e paz
E o que mais possa oferecer

A vida sempre que abre a porta
Exige mais de quem recebe
Mas, vem o mas, e a chance morta
Se vai e você nem percebe

Pra que ser mas
Se é bem menos do que ser
Não quero mas
No mais eu quero é viver
Andar pra trás
É pra quem finge que não vê
Eu quero é mais
De mim, da vida e de voce

O mas é o não desimportante
O não é o mas do que temos
Eu quero é mais de cada instante
Cansei de tanto mais ou menos

domingo, 10 de maio de 2009

NEGRA MAGIA / SAMBA DO ROBINHO

* musicada por Sonekka

O ouro da camisa
No verde do gramado
O palco do reinado
Na dança que irradia
O negro da magia
No campo encantado

Um soco para o alto
Igual ao Rei fazia
Um Ghandi, um Arrelia
Um Cassius Clay sem luva
Tupã criando a chuva
Saci na estripulia

O coro que começa
Em duas pedaladas
Invade a arquibancada
A força da alegria
E brota a fantasia
Em forma de jogada

Um soco para o alto
Igual ao Rei fazia
Um Ghandi, um Arrelia
Um Cassius Clay sem luva
Tupã criando a chuva
Saci na estripulia

O pé que beija e finta
A bola que agradece
Ao peito que amortece
Abençoando a bola
A geral deita e rola
E a noite amanhece

Um soco para o alto
Igual ao Rei fazia
Um Ghandi, um Arrelia
Um Cassius Clay sem luva
Tupã criando a chuva
Saci na estripulia

terça-feira, 21 de abril de 2009

E POR FALAR EM CORAÇÃO

* musicada por Adryana BB

O meu coração perdeu o trem
E o meu amor sem dia ou hora
Não é de hoje ou de agora, é somente
De repente, só procura
De uma qualquer criatura
De um qualquer amor ardente

O meu coração é quase de pedra
Se desmorona corpo e a alma
Pede a calma e anda na cidade
Sofre tanto de felicidade
É seu destino sempre estar

Se o meu coração adormecesse
Mais aquele, menos esse
Outrossim, o outro não me quis
Botei no pendura e fui feliz
Foi aprendiz de quem não quis me amar

O meu coração é tão relapso
Que me impõe raro complexo
Não tem nexo nem razão de se ser
O meu coração só quer viver
Ser emoção quando a razão quiser mandar
Meu coração só quer viver

JAZZ EM MIM

* musicada por Ziza Padilha

O que dói mais em mim
Se estou sem voce
É ter que perder
Tudo que não tenho
E querer mais
Entender me, enfim
Um olhar perdido em mim
No espelho jaz

O que fica de mim
Perdendo você
Sempre perguntei
Sempre, sempre mais
E a resposta é azul:
No ar resiste um blues
Ou um som de jazz

Você
Sabe o que fez
Mas, tanto faz, enfim
E mais
Meu peito diz
Tentei ser feliz
Tanto quanto eu lhe fiz

Feliz
Feliz...

E o que resta pra mim
Se a noite acabou
E estou sem você
Meio sem rumo e tão sem fim
É que deu pra guardar
Um som pra me lembrar
Um jazz só pra mim

O SONHO, A LUA E A PAZ


* musicada por Ziza Padilha

Eu via a lua flutuar nos seus olhos
Eu via a vida no céu do teu olhar
Eu via o mar a inundar meus sentidos
E ali ninguém podia imaginar

E eu sonhei com a paz no teu beijo
E a paz raiou como se fosse um dia
O dia nasce como a paz nos teus sonhos
E o sonho que eu tive foi de te amar

Canção se inventa
Se for capaz
A paz a gente intenta
Cada vez mais
O sonho a gente aumenta
E se alimenta
De sonho, de lua, de paz

Mais
Sempre mais
Mais
Cada vez mais

terça-feira, 31 de março de 2009

ACALANTO (DIA DAS MÃES)

* musicada por Tato Fischer

Noite vai alta, quase domingo
A lua não ilumina mais
Distante dela (não há janela)
Só uma estrela quem sabe jaz
Quieto silêncio, choro acuado
Tanto pecado quem vai purgar
Não há saudade, não há vaidade
Só a verdade de acalentar

Dorme, dorme sorrindo
Enquanto o tempo não vem
Dorme e sonha comigo
Que eu velo por ti, meu bem

Aqui faz frio mais que lá fora
E toda hora comigo estás
És meu futuro, sou teu passado
Atormentado por não ser mais
Alguém chamava e eu nem ouvia
Quem sabe um dia, possa escutar
Porque agora tudo o que escuto
É o teu soluço, o meu despertar

Dorme, dorme sorrindo
Enquanto o tempo não vem
Dorme e sonha comigo
Que eu velo por ti, meu bem

Dorme, tranqüilo, que nem parece
De tanta prece me consumiu
Tanta palavra levou o vento
Por um momento, Deus nem ouviu
Não era nada, nem era tanto
Somente um canto sem desafio
Chegada a hora, pura magia
Vai ver a vida é quem te pariu

Dorme, dorme sorrindo
Enquanto o tempo não vem
Dorme e sonha comigo
Que eu velo por ti, meu bem

Agora é calma e em minha cama
Já não se ama o que vier
Hoje é carinho, hoje é cuidado
É feriado no cabaré
Já é domingo, mais um de maio
Estás comigo, sou mais além
Hoje o passado virou poesia
Pois hoje o dia é meu também

O DIA SEGUINTE

* musicada por Apá Silvino

Hoje eu acordei um pouco mais estranha
O espelho me mostrou a criatura
Que fugiu de mim, de toda essa procura
Que eu vou construindo a cada dia

Hoje eu acordei e a dor era tamanha
Que eu nem percebi que era loucura
Debruçar-me assim
Em tanta amargura
Pra me recuperar na harmonia

E eu me vi vestida
De amores em tons de chita
Me senti de novo bem bonita
Foi tão engraçado
Eu fiquei feliz
Nunca me senti tão bem na fita

Quase caí por terra
Perdi, mas venci a luta
Hoje eu sei que amo de verdade
Pois sofrer de amor é coisa pouca
Quando meu coração é claridade

Hoje eu acordei de bem com a esperança
Sensação bem vinda de viver
Vento nos cabelos
Peito que descansa
Me lembrei que ainda existe você

E uma sensação de estranha plenitude
Invadiu, pulou a minha cerca
Foi como se a vida
Em sua quietude
Me pedisse pra que eu não me perca
Me pedisse pra que eu não me perca
Me pedisse pra que eu nunca mais me perca

sexta-feira, 27 de março de 2009

JÁ ERA UMA VEZ

* letra sobre música de Ziza Padilha

Acontece que nós
Já ficamos demais
E essa vida a sós
De ruídos e nós
Já não mais nos apraz
Tanto faz... tanto fez

Nessas vidas a dois
De senões e porquês
Muita coisa se expôs
E o destino se fez
Quem não foi tão capaz
Ai, já era uma vez

E me diz, porque ser infeliz?
Essas coisas nem sempre se faz
Amanhã não seremos nós dois
Nem teremos talvez

Eu só sei que você sempre quis
Bem mais além do que eu me propuz
O teu silêncio hoje é que me traduz
Que já não somos mais

A PERGUNTA

* versão para LA QUESTION (François Hardy - Tuca)

Eu já nem sei onde começa
Eu já nem sei se tenho pressa
É tão dificil ter certeza
E o teu silêncio a me calar

Se é verdade ou se é mentira
O que em ti me desafia
A escuridão da incerteza
É um poço escuro a me afogar

Se te perder for o fim
Por que não recomeçar?
Se por teus olhos, chuva em mim
Ou por teu colo, fundo do meu mar

Não sei se é chegada a hora
Se permaneço ou vou embora
Se respiramos como antes
Ou nos devemos sufocar

Não sei se o fogo ainda queima
Ou se ainda teimo em entender
O que nem mesmo me perguntas
E eu te respondo sem falar

CARTAS DE LUANDA


* letra em parceria com Marisa Porto
musicada por Apá Silvino


Eu pensava com o coração
E isso sempre te assustou
O amor e a revolução
Tudo isso o tempo misturou

Baby
Hoje eu me peguei a imaginar
Você ali sonhando a sós
Feito eu, pensando em nós
A tua solidão em frente ao mar
Baby
Luanda é só um sonho que não vai passar
Certeza só do céu que nos uniu
Lembrança desbotada que sumiu
E as cartas demoravam a chegar

Baby
As novas eram velhas pra nós dois
A saudade vinha bem depois
Depois que eu acordava pra sonhar
Baby,
Revistas e jornais que eu enviei
Palavras de carinho que troquei
E uma vida pra se acreditar

Eu pensava com o coração
E isso sempre te assustou
O amor e a revolução
Tudo isso o tempo misturou

Baby
Ainda lembro bem das noites de luar
Histórias de sorrir e de chorar
Trapézios de um circo imaginário
Baby
Desculpe se eu escrevo sem parar
Mas hoje Angola é um sonho pra guardar
Lembranças registradas no diário

Baby
Eu descobri um outro amor em mim
Outra saudade que não é de fim
E hoje é tão bonito olhar pra trás
Baby
Aconteceu e nada foi à toa
Onde estiver, aceita e me perdoa
Se hoje os sinos já não dobram mais

VESTIDA DE LUZ


* letra sobre música de Tadeu Santinho

Todo dia de manhã
Ao sol nascer
Ela desfila sob a luz
Leve, baila sob o céu
Tão breve, se anuncia ao ar
E faz do seu amanhecer
Razão de ser do mar

Faz a vida renascer
A cada sol que vem raiar
Desperta e reina sobre o céu e o mar

A poesia, sua irmã
Que a viu nascer
E que no colo lhe acolheu
Que cobriu com o azul do céu
Contou o que ouviu do mar
E ela tanto entendeu
Que aprendeu a amar

E a cada amanhecer
Com o sol de novo a lhe queimar
Se apronta pra de noite ser luar

A natureza faz canção
De cada gesto que ela faz
E a mando do seu coração
O tempo até hesita em não voltar atrás
E a moça vestida de luz
A vida vem iluminar
Uma valsa em semitons azuis
É música que o vento vem anunciar

E aquela que inventou a paz
Me diz na língua do luar
Que o tempo pode até parar
Porque, no sonho, o tempo não passa jamais