* musicada por Eduardo Franco
Barcos que vão pro mar
Velas em mim
Sonhos que vão singrar
O azul sem fim
Tanta paixão assim
Transbordaria o mar
Tanto...
... tempo pra entender
Que a volta dos barcos
São restos de mim
São ventos de março
Verdes estações
Tempo de esperança
De navegar por aí
Velas se abrindo ao mar
Barcos de mim
São dois caminhos de sol
Água e jardim
E o vento vem soprar
Canções que o mar ditou
Tanto...
... pra se descobrir
Vida e ventania
Mote pra viver
Noite virar dia
Manso temporal
Forte calmaria:
Eu a esperar por você
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
OUTRA CANÇÃO NO AR
* musicada por Eduardo Franco
Anoiteceu
Lembrei do som que invadia o ar
Que encantava o mar
Que fez a vida acontecer
E até o vento
Se fez canção pra me soprar
Aconteceu
De eu ter que ter nas mãos de novo o dom
De refazer a cor
Até redescobrir o som
E vir cantar
O que, no fundo, foi tão bom
Hoje é outro dia
Hoje é noite por aqui
Resta a harmonia
A canção resiste ao fim
Lua que alumia
Outro verso traz pra mim
Vento ou calmaria
Vão levar o verso a ti
Então se deu
No espaço o verso certo se espalhou
A música no ar
Que vai fazer meu coração
Sempre lembrar
Que sempre há tempo pra outra canção
Hoje é outro dia
Hoje é noite por aqui
Resta a harmonia
A canção resiste ao fim
Lua que alumia
Outro verso traz pra mim
Vento ou calmaria
Vão levar o verso a ti
Anoiteceu
Lembrei do som que invadia o ar
Que encantava o mar
Que fez a vida acontecer
E até o vento
Se fez canção pra me soprar
Aconteceu
De eu ter que ter nas mãos de novo o dom
De refazer a cor
Até redescobrir o som
E vir cantar
O que, no fundo, foi tão bom
Hoje é outro dia
Hoje é noite por aqui
Resta a harmonia
A canção resiste ao fim
Lua que alumia
Outro verso traz pra mim
Vento ou calmaria
Vão levar o verso a ti
Então se deu
No espaço o verso certo se espalhou
A música no ar
Que vai fazer meu coração
Sempre lembrar
Que sempre há tempo pra outra canção
Hoje é outro dia
Hoje é noite por aqui
Resta a harmonia
A canção resiste ao fim
Lua que alumia
Outro verso traz pra mim
Vento ou calmaria
Vão levar o verso a ti
SIMPLES DESEJOS
* Musicada por Eduardo Franco
Bastaria um dia sobre o mar
Para o meu barco a vela abrir
E o vento soprar forte e me levar
Até a porta dos teus mares
Queria ter somente o mar
Pra inundar minha alma pelos ares
Bastaria só o sol brilhar
E ameaçar-me as asas derreter
Para eu seguir e me deixar levar
De novo a todos os lugares
Queria ter o teu olhar
E todo o azul que contemplares
Bastaria um sopro teu e o mar
Que corre doce em minhas veias
Se abrir, vermelho, e enfim te aceitar
E anoitecer no azul em que deitares
Queria apenas o luar
E realizar tudo o que sonhares
Bastaria um dia sobre o mar
Para o meu barco a vela abrir
E o vento soprar forte e me levar
Até a porta dos teus mares
Queria ter somente o mar
Pra inundar minha alma pelos ares
Bastaria só o sol brilhar
E ameaçar-me as asas derreter
Para eu seguir e me deixar levar
De novo a todos os lugares
Queria ter o teu olhar
E todo o azul que contemplares
Bastaria um sopro teu e o mar
Que corre doce em minhas veias
Se abrir, vermelho, e enfim te aceitar
E anoitecer no azul em que deitares
Queria apenas o luar
E realizar tudo o que sonhares
terça-feira, 26 de agosto de 2008
ALGUÉM CANTOU PRA MIM
* musicada por Apá Silvino
Ontem à noite alguém cantou pra mim
Uma canção que eu não conhecia
Falava de paixão e do seu viço
Ficaram em mim o verso e a melodia
Era bonito, eu lembro apenas disso
Nas cordas de um violão de aço
Um dedilhar, divino parecia
A invadir meu peito submisso
Na madrugada veio a poesia
Era de amor, eu lembro apenas disso
E a emoção bailou no céu de estrelas
Não importava o frio que fazia
Um som no ar, feito feitiço
E a canção brotou com tal magia
Era de paz, eu lembro apenas disso
Amanheceu e aquele som no ar
E ela cantou uma canção assim
Uma canção qualquer, sem compromisso
Feito quem salva a alma no jardim
Foi pra mim, eu lembro apenas disso
Ontem à noite alguém cantou pra mim
Uma canção que eu não conhecia
Falava de paixão e do seu viço
Ficaram em mim o verso e a melodia
Era bonito, eu lembro apenas disso
Nas cordas de um violão de aço
Um dedilhar, divino parecia
A invadir meu peito submisso
Na madrugada veio a poesia
Era de amor, eu lembro apenas disso
E a emoção bailou no céu de estrelas
Não importava o frio que fazia
Um som no ar, feito feitiço
E a canção brotou com tal magia
Era de paz, eu lembro apenas disso
Amanheceu e aquele som no ar
E ela cantou uma canção assim
Uma canção qualquer, sem compromisso
Feito quem salva a alma no jardim
Foi pra mim, eu lembro apenas disso
SERÁ?
* Musicada por Apá Silvino
Será que esse dia vai chegar
Será que esse medo eu vou perder
E se não houver tempo de sonhar
Será que eu consigo lhe rever
Será que esse trem eu vou pegar
Será que amanhã vou renascer
E se eu não puder lhe abraçar
Será que, antes, eu não vou morrer
Será que o meu carinho vai servir
Será que a cabeça vai doer
E se a sua casa não se abrir
Será que nesse dia vai chover
Será que o mundo inteiro vai falar
Será que mesmo assim não vou ouvir
E se não houver música no ar
Será que essa barreira vai cair
Será que o sol vai ter que se esconder
Será que a noite logo vai chegar
E se eu não puder acontecer
Será que a hora certa é a de esperar
Será que eu consigo acertar
Será que, se eu errar, vou entender
E se eu não reconheço o seu olhar
Será que você vai me perceber
Será que na partida eu vou chorar
Será que uma canção eu vou parir
E se essa tempestade não molhar
Será que o edifício vai ruir
Será que eu não estou sendo, sem querer
Será que essas palavras vão calar
E se eu exagero ao lhe dizer
Será que eu tenho mesmo que falar
Será que o telefone vai tocar
Será que algum sinal vai se acender
E se você não se apaixonar
Será que ainda vou amar você
SOLITÁRIO FESTIVAL
* musicada por Apá Silvino
No canto da sala, acendeu suas velas
Rezou por melhores noites e dias
Pediu proteção ao santo que podia
Tirou do baú suas aquarelas
Na sua inocência pensou: "sou artista!"
Deixou num cantinho o medo do mundo
Calou num momento e repirou fundo
Deixou pela sala dezenas de pistas
A noite chegou e ele nem viu
A lua brilhar em seu quintal
Nem bem, nem mal, apenas ele
Solitário festival...
Não repercutiu a sua prosa mansa
Não houve qualquer sinal da assistência
Não desanimou, teve paciência
Sentiu que era dele o canto e dança
Pediu a si mesmo um pouco de calma
Um gole de vinho, outro de coragem
Ao redor de si fechou a viagem
Apagou as velas, beijou sua alma
A noite chegou e ele nem viu
A lua brilhar em seu quintal
Nem bem, nem mal, apenas ele
Sólitário festival...
Já era manhã quando algo lhe disse
Que até o galo esqueceu de cantar
Jeito de regato e um pranto de mar
Pediu que a tristeza de leve saísse
Como num teatro, jurou que ouviu "bis"
Colheu duas rosas jogadas ao chão
Guardou o espetáculo em seu coração
E depois foi dormir muito mais feliz
No canto da sala, acendeu suas velas
Rezou por melhores noites e dias
Pediu proteção ao santo que podia
Tirou do baú suas aquarelas
Na sua inocência pensou: "sou artista!"
Deixou num cantinho o medo do mundo
Calou num momento e repirou fundo
Deixou pela sala dezenas de pistas
A noite chegou e ele nem viu
A lua brilhar em seu quintal
Nem bem, nem mal, apenas ele
Solitário festival...
Não repercutiu a sua prosa mansa
Não houve qualquer sinal da assistência
Não desanimou, teve paciência
Sentiu que era dele o canto e dança
Pediu a si mesmo um pouco de calma
Um gole de vinho, outro de coragem
Ao redor de si fechou a viagem
Apagou as velas, beijou sua alma
A noite chegou e ele nem viu
A lua brilhar em seu quintal
Nem bem, nem mal, apenas ele
Sólitário festival...
Já era manhã quando algo lhe disse
Que até o galo esqueceu de cantar
Jeito de regato e um pranto de mar
Pediu que a tristeza de leve saísse
Como num teatro, jurou que ouviu "bis"
Colheu duas rosas jogadas ao chão
Guardou o espetáculo em seu coração
E depois foi dormir muito mais feliz
SÓ RESTA SER
* musicada por Fernando Franco
De novo o grito rouco
Aos poucos consumindo
Nas noites
Indo
Tragando gotas de noites
De novo a mesma noite
A mesma coleção
De trastes
Retalhos
Frios
Velhos, sem valor
De novo a velha vontade de estar
De beber toda felicidade num bar
Pedir entre umas e outras
A mesma de tempos atrás
Tragar a fumaça que surge a mais
E se perder pelo caminho
Sozinho entre sonhos de bar
Varrer os cacos todos da alma
Deixar o que é como está...
De novo a velha pergunta
Sofrida, consumida:
O que fazer?
De novo a velha resposta
Batida, inibida:
É, so resta ser
De novo o grito rouco
Aos poucos consumindo
Nas noites
Indo
Tragando gotas de noites
De novo a mesma noite
A mesma coleção
De trastes
Retalhos
Frios
Velhos, sem valor
De novo a velha vontade de estar
De beber toda felicidade num bar
Pedir entre umas e outras
A mesma de tempos atrás
Tragar a fumaça que surge a mais
E se perder pelo caminho
Sozinho entre sonhos de bar
Varrer os cacos todos da alma
Deixar o que é como está...
De novo a velha pergunta
Sofrida, consumida:
O que fazer?
De novo a velha resposta
Batida, inibida:
É, so resta ser
APENAS UMA CANÇÃO PRA ELA
* musicada por Fernando Franco
E o dia nem chegou
E eu nem me arrependi
De tudo o que guardei
E nem sofri, e nem chorei
Quando tudo terminou
Nem mesmo olhei pra trás
Apenas disse não
Apenas resisti
A tudo o que o coração mandava
E nada mais
E o coração nem cansou
E a mente nada sentiu
De tanto que eu falei
Desisti de me esquecer
O telefone nem tocou
E talvez nem toque mais
Apenas disse não
Apenas reagi
A tudo o que ficou e me incomoda
E nada mais
E o dia nem chegou
E eu nem me arrependi
De tudo o que guardei
E nem sofri, e nem chorei
Quando tudo terminou
Nem mesmo olhei pra trás
Apenas disse não
Apenas resisti
A tudo o que o coração mandava
E nada mais
E o coração nem cansou
E a mente nada sentiu
De tanto que eu falei
Desisti de me esquecer
O telefone nem tocou
E talvez nem toque mais
Apenas disse não
Apenas reagi
A tudo o que ficou e me incomoda
E nada mais
MAR E LUA
EDUARDO FRANCO - MAR E LUA (Eduardo Franco - Gilvandro Filho) by gilvandrofilho
* musicada por Eduardo Franco
O mar chegou-se primeiro
Com o seu jeito de criança
Trouxe o verde da esperança
E o verso sobre o canteiro
Varreu a praia deserta
Pegadas no pensamento
Assobiou com o vento
Fez ondas na hora certa
Fim do dia inesperado
E a lua chegou, menina
Brilhou na noite junina
Clarão no céu estrelado
Cantou uma doce cantiga
Histórias do meu passado
Chegou e fez seu reinado
Brilhou com sua luz amiga
São duas razões de vida
Que guardam meus sentimentos
Justificam meus momentos
Me guiam em noites perdidas
O mar reflete o seu brilho
Me enxuga os olhos vermelhos
A lua brinca no espelho
Quando eu me transformo em filho
* musicada por Eduardo Franco
O mar chegou-se primeiro
Com o seu jeito de criança
Trouxe o verde da esperança
E o verso sobre o canteiro
Varreu a praia deserta
Pegadas no pensamento
Assobiou com o vento
Fez ondas na hora certa
Fim do dia inesperado
E a lua chegou, menina
Brilhou na noite junina
Clarão no céu estrelado
Cantou uma doce cantiga
Histórias do meu passado
Chegou e fez seu reinado
Brilhou com sua luz amiga
São duas razões de vida
Que guardam meus sentimentos
Justificam meus momentos
Me guiam em noites perdidas
O mar reflete o seu brilho
Me enxuga os olhos vermelhos
A lua brinca no espelho
Quando eu me transformo em filho
QUATRO CANTOS DA JANELA
* musicada por Eduardo Franco
De novo construir
Viver o dom de prosseguir
Erguer cada parede, cada canto
O quarto de dormir
A luz perfeita pra se ler
E a rede na varanda a esperar o sol nascer
Viver é se mudar
A cada novo amanhecer
Nascer é celebrar o novo dia
Na sala, a mesa pronta
A se contar o que se fez
E um violão que espera, paciente, a sua vez
Vida na sacada
Quatro cantos da janela
Digo que já vou
Mas a vontade é de ficar
Som de ir embora
Embala a vida que me espera
Pois o meu amor
Me segue aonde quer que eu vá
Cantar sem esquecer
De que na vida tudo passa
Mudar é o que nos faz seguir vivendo
E a casa que se muda
É a vida nova que se fez
É o ato aventureiro de nascer mais uma vez
domingo, 24 de agosto de 2008
DOR E EUFORIA
* musicada por Sonekka
Eu sou o exemplo pronto e acabado
De que não sou exemplo pra ninguém
Que, vivo ou morto, ando lado a lado
Com as minhas dúvidas. Quem não as têm?
Eu sou o resto que será começo
Se a noite chega pro dia nascer
Sou a lembrança de tudo o que esqueço
Eu sou o cego que insiste em ver
E sou a figurinha carimbada
Do velho album que não preenchi
O velho tênis e a meia furada
Que nem calcei, mas saí por aí
Eu sou o velho que de tão menino
Brinca de pega na porta do asilo
Eu, de tão grande, sou tão pequenino
Braço direito que em vão mutilo
O seresteiro que não toca nada
O cantador que chega e desafina
Aventureiro perdido na estrada
O instrumento que grita em surdina
O passarinho que devora o gato
A tempestade que serve de guia
Mar que desagua no mesmo regato
Dor que, de tão grande, beira a euforia
Eu sou o exemplo pronto e acabado
De que não sou exemplo pra ninguém
Que, vivo ou morto, ando lado a lado
Com as minhas dúvidas. Quem não as têm?
Eu sou o resto que será começo
Se a noite chega pro dia nascer
Sou a lembrança de tudo o que esqueço
Eu sou o cego que insiste em ver
E sou a figurinha carimbada
Do velho album que não preenchi
O velho tênis e a meia furada
Que nem calcei, mas saí por aí
Eu sou o velho que de tão menino
Brinca de pega na porta do asilo
Eu, de tão grande, sou tão pequenino
Braço direito que em vão mutilo
O seresteiro que não toca nada
O cantador que chega e desafina
Aventureiro perdido na estrada
O instrumento que grita em surdina
O passarinho que devora o gato
A tempestade que serve de guia
Mar que desagua no mesmo regato
Dor que, de tão grande, beira a euforia
FALA DE MIM
* musicada por Sonekka
Fala de mim
Como quem fala de si mesmo
Cobra atenção
Perdão, carinho a esmo
Desilusão de quem não ama...
Fala de mim
Mas não me chama
E pensa que é mesmo assim...
Fala de mim
Esquece o quanto foi preciso
Abrir a mão
Então, conter o risso
Na frente de quem hoje chora...
Modera o tom
E vai embora
Pensando que tudo é muito bom...
Canta pra mim
Mas em silência ataca
Pede por mim
Mas sempre esconde a faca
A mesma que vai lacerar meu coração...
Mente pra mim
Quando diz que me ama
Quando de mim
Se lembra só na cama
Bebe o meu sangue e vem comer meu pão.
Fala de mim
Como quem fala de si mesmo
Cobra atenção
Perdão, carinho a esmo
Desilusão de quem não ama...
Fala de mim
Mas não me chama
E pensa que é mesmo assim...
Fala de mim
Esquece o quanto foi preciso
Abrir a mão
Então, conter o risso
Na frente de quem hoje chora...
Modera o tom
E vai embora
Pensando que tudo é muito bom...
Canta pra mim
Mas em silência ataca
Pede por mim
Mas sempre esconde a faca
A mesma que vai lacerar meu coração...
Mente pra mim
Quando diz que me ama
Quando de mim
Se lembra só na cama
Bebe o meu sangue e vem comer meu pão.
O QUE VIRÁ
* musicada por Apá Silvino
Um céu azul ameaçou me cobrir
E um vento bom começou a soprar
E essa luz que eu nem sempre compreendi
Onde ela vai me levar
Aquela estrela eu vi piscar pra mim
Ou era então um flerte com o luar
Até a chuva mansa resolveu cair
Pelo prazer de me molhar
Foi de manhã que o sol se derramou
E um encantamento azul se estendeu no mar
Pra receber o que virá
Pra receber
Tudo que vai me esperar
Pra que tentar saber tanto porque
Melhor cantar até anoitecer
Pergunte ao mar e ele vai dizer
Que sempre existe estrela para sonhar
Talvez no céu, talvez no mar
Qualquer estrela existe para brilhar
Talvez no céu, talvez no mar
Qualquer estrela só existe para brilhar
SALVE A LOUCA DA PRAÇA
SONEKKA - SALVE A LOUCA DA PRAÇA (Sonekka - Gilvandro Filho) by gilvandrofilho
* musicada por Sonekka
Salve a massa, salve a praça
Onde a encontrei descalça
Salve a moça, salve a poça
De água fria onde brincava
Onde eu me esbaldava
Onde ela nem ligava
Pra mim...
Salve a vida, salve a lida
Tanta sensação perdida
Salve o gesto, salve o resto
Do pecado e da paixão
Sua mão na minha mão
Seu peito em meu coração
Assim...
Salve a festa, salve a louca
De depois beijou-me na boca
Que me sufocou na praça
Num domingo de verão
Salve a linda, salve Olinda
Tanto tempo faz e ainda
Não me esqueci dela não
* musicada por Sonekka
Salve a massa, salve a praça
Onde a encontrei descalça
Salve a moça, salve a poça
De água fria onde brincava
Onde eu me esbaldava
Onde ela nem ligava
Pra mim...
Salve a vida, salve a lida
Tanta sensação perdida
Salve o gesto, salve o resto
Do pecado e da paixão
Sua mão na minha mão
Seu peito em meu coração
Assim...
Salve a festa, salve a louca
De depois beijou-me na boca
Que me sufocou na praça
Num domingo de verão
Salve a linda, salve Olinda
Tanto tempo faz e ainda
Não me esqueci dela não
TRANQÜILO
* musicada por Fernando Franco
Cai em mim a noite
Fria feito aço
Quente feito um beijo
Grande feito o mar
Acende-se o desejo
Dolorido e denso
No que traço e penso
No que meço e passo
A todo instante
Forte feito um abraço
Altivo qual mirante
É o tempo
Que aponta o caminho
Encabulado e triste
Ao vento que resiste
Ao encontro das estrelas
Na palavra exata
Resumida
Na dor que gera vida
O que nos intimida
E o medo de perdê-las
Navego tranqüilo
E não desisto
Antes viver isto
Que naufragar naquilo
A naufragar
Antes viver
E não não desisto
Navego
Tranqüilo
Cai em mim a noite
Fria feito aço
Quente feito um beijo
Grande feito o mar
Acende-se o desejo
Dolorido e denso
No que traço e penso
No que meço e passo
A todo instante
Forte feito um abraço
Altivo qual mirante
É o tempo
Que aponta o caminho
Encabulado e triste
Ao vento que resiste
Ao encontro das estrelas
Na palavra exata
Resumida
Na dor que gera vida
O que nos intimida
E o medo de perdê-las
Navego tranqüilo
E não desisto
Antes viver isto
Que naufragar naquilo
A naufragar
Antes viver
E não não desisto
Navego
Tranqüilo
sábado, 23 de agosto de 2008
DUAS PALAVRAS
* musicada por Apá Silvino
Duas palavras
Podem traduzir quase tudo
Ditas ao nada
Podem resolver a questão
Monossilábicas
Pronunciadas baixinho
Feito um carinho
Saídas de um coração
Quase sussuros
É pra quem escuta o silêncio
E guarda lembranças
De sílabas ditas ao léu
Perdem sentido
Se pretendermos traduzi-las
Ou induzi-las
Querendo que assumam um papel
(Refrão)
Calo ou não
Escuto somento
Cato sementes
Eis a questão
Digo ou não digo
Apenas sugiro
Baixinho no ouvido
Do seu coração
Gritos pra nada
Gemidos suaves pra tudo
Deixo na boca
Apenas o que quis dizer
Palavra que lavra
O campo do seu sentimento
Breve momento
Entre se dar e receber
Uma poesia
Saída em plena madrugada
Escancarada
A porta do peito agradece
Gotas de sonho
Idéias latentes na noite
Beijam a fronte
E, então, o coração agradece
Duas palavras
Podem traduzir quase tudo
Ditas ao nada
Podem resolver a questão
Monossilábicas
Pronunciadas baixinho
Feito um carinho
Saídas de um coração
Quase sussuros
É pra quem escuta o silêncio
E guarda lembranças
De sílabas ditas ao léu
Perdem sentido
Se pretendermos traduzi-las
Ou induzi-las
Querendo que assumam um papel
(Refrão)
Calo ou não
Escuto somento
Cato sementes
Eis a questão
Digo ou não digo
Apenas sugiro
Baixinho no ouvido
Do seu coração
Gritos pra nada
Gemidos suaves pra tudo
Deixo na boca
Apenas o que quis dizer
Palavra que lavra
O campo do seu sentimento
Breve momento
Entre se dar e receber
Uma poesia
Saída em plena madrugada
Escancarada
A porta do peito agradece
Gotas de sonho
Idéias latentes na noite
Beijam a fronte
E, então, o coração agradece
IMPOSSÍVEL
* musicada por Apá Silvino
Impossível
É o nome de uma cidade
Bem distante de ondo eu moro
Que me mata de saudade
E dá motivos quando choro
Impossível
Nunca foi felicidade
Quando muito foi desejo
Uma impossibilidade
A perseguição de um beijo
Impossível
É uma história mal contada
Tudo a se perder por nada
Um destino a se cumprir
Impossível
Uma ventania leve
Um chamado assim tão breve
À vontade de sentir
Impossível
Uma linha no horizonte
Uma névoa na campina
Um coqueiro, um rio, um monte
Uma luz na lamparina
Impossível
Dura só uma noite em claro
Fantasia que me tenta
Com o despertador eu paro
Já que o peito não agüenta
ANTES QUE SEJA CEDO
* musicada por Apá Silvino
Assim não tem jeito
Eu finjo que digo
Você faz que me entende
Não me convenço disso
Você naquilo mente
E a gente vai levando
Como Deus quiser
Difícil é saber
Como parar com isso
Deixar de se iludir
Quando mentir vira vício
Melhor nem tentar
Arcar enfim com o fim
Como a gente puder
Insistir é tão ruim
Tentar nem sempre ajuda
Antes que Deus nos acuda
Será melhor que sabe?
Ou deixar pra depois
Antes que seja cedo
Mesmo que vença o medo
E isso tudo se acabe
Assim não tem jeito
Eu finjo que digo
Você faz que me entende
Não me convenço disso
Você naquilo mente
E a gente vai levando
Como Deus quiser
Difícil é saber
Como parar com isso
Deixar de se iludir
Quando mentir vira vício
Melhor nem tentar
Arcar enfim com o fim
Como a gente puder
Insistir é tão ruim
Tentar nem sempre ajuda
Antes que Deus nos acuda
Será melhor que sabe?
Ou deixar pra depois
Antes que seja cedo
Mesmo que vença o medo
E isso tudo se acabe
QUASE ACALANTO
* musicada por Beto Carvalho Pinto
Curta feito a vida
Grávida esperança
Dança no meu peito
... essa dor
São poucas palavras
Mas é o bastante
Pra dizer que adormeceu
... o amor
Cama na varanda
Cobertor macio
Nem o frio que chega
... lhe comove
Sonha tão tranqüilo
Dorme tão suave
Pede pra ser acordado
... às nove
Curta feito a vida
Grávida esperança
Dança no meu peito
... essa dor
São poucas palavras
Mas é o bastante
Pra dizer que adormeceu
... o amor
Cama na varanda
Cobertor macio
Nem o frio que chega
... lhe comove
Sonha tão tranqüilo
Dorme tão suave
Pede pra ser acordado
... às nove
BARCO DAS TRÊS
* musicada por Luhli
Três da tarde
E o barco volta só
Não há marolas no caminho
Já se foi o pior
O tempo que em vão perdi
O sonho que acabou
Reduzo em mim a calmaria
Com ventos tropicais
Empresto, então, a harmonia dos meus ais
Três da tarde
As velas recolhi
Contive brumas de verão
Sargaços que engoli
Ao longo da arrebentação
Um abraço furta-cor
E um beijo denso como o mar
Presente da sereia
Que encontrei a me esperar na areia
Outra tarde, sempre assim
Passei a vida a navegar
Os mares todos percorri
Achei um porto em alto mar
Cravei a âncora e desci
Mas não fiquei por lá
Três da tarde
É quase o mesmo mar
Estou de novo a me perder
E há tanto o que encontrar
A calmaria, o temporal
Tudo pra se domar
De novo o leme e a mesma nau
Um mapa sem valor
E a aventura de viver
Recomeçou
O NOSSO TEMPO JÁ PASSOU
MARCIO LOTT - O NOSSO TEMPO JÁ PASSOU / AS TIME GOES BY (H.Hupfled / versão: Gilvandro Filho) by gilvandrofilho
* versão feita para "As Time Goes By" (Herman Hupfeld)
Você deve lembrar
O que ficou por lá
Eu nem olhei pra trás
O nosso tempo já passou
Não volta mais...
Dificil não dizer
Que eu já amei você
O que a gente não faz?
Mas o futuro acabou
Não volta mais...
Uma canção
Pode até viver
Mais que uma paixão
Que tende a se perder
Pura ilusão
Essa de precisar do outro
Tanto assim
A história foi banal
O verso é que, fatal,
Não vai morrer jamais
Mas nosso tempo já passou
Não volta mais...
* versão feita para "As Time Goes By" (Herman Hupfeld)
Você deve lembrar
O que ficou por lá
Eu nem olhei pra trás
O nosso tempo já passou
Não volta mais...
Dificil não dizer
Que eu já amei você
O que a gente não faz?
Mas o futuro acabou
Não volta mais...
Uma canção
Pode até viver
Mais que uma paixão
Que tende a se perder
Pura ilusão
Essa de precisar do outro
Tanto assim
A história foi banal
O verso é que, fatal,
Não vai morrer jamais
Mas nosso tempo já passou
Não volta mais...
PRECE DA CHUVA NOS TEUS OLHOS
* musicada por Eduardo Franco
Quando a chuva
Ressurge em prantos
Pelos cantos
Do meu setembro
Eu me lembro
Dos teus olhos
Que eram assim
Flor e jardim
Eram doces
As águas claras
Jóias raras
Caindo leve
Foi tão breve
Vento e chuva
Tanto ficou...
Só que passou...
Pela chuva fina que caiu
E do vento frio que soprou
Fez-se o pranto que depois surgiu
Teu olhar que o meu tanto esperou
Feito prece
Eu peço em prantos
Pelos cantos
Eu tanto espero
E o que eu quero
Nem é tanto
Só o meu olhar
Só o teu olhar
Hoje faz silêncio em mim também
Dois faróis guiando o meu além
Penso neles, fecho os olhos meus
Que assim seja, fique em paz, adeus
Quando a chuva
Ressurge em prantos
Pelos cantos
Do meu setembro
Eu me lembro
Dos teus olhos
Que eram assim
Flor e jardim
Eram doces
As águas claras
Jóias raras
Caindo leve
Foi tão breve
Vento e chuva
Tanto ficou...
Só que passou...
Pela chuva fina que caiu
E do vento frio que soprou
Fez-se o pranto que depois surgiu
Teu olhar que o meu tanto esperou
Feito prece
Eu peço em prantos
Pelos cantos
Eu tanto espero
E o que eu quero
Nem é tanto
Só o meu olhar
Só o teu olhar
Hoje faz silêncio em mim também
Dois faróis guiando o meu além
Penso neles, fecho os olhos meus
Que assim seja, fique em paz, adeus
TEMPO
* musicada por Eduardo Franco
Tempo
Hoje eu falei sobre você
Tanto
Como quem viu voce crescer
Tempo
É o que a vida pôde dar
Tanto
E eu nem sabia lhe ganhar
Ou perder
Tempo
Eu tinha medo de você
Medo
De não ter tempo de saber
Tempo
De sentir medo já passou
Medo
O que voce me ensinou
A não ter
Perder tempo
É não se aventurar
Ganhar tempo
É ver o amor chegar
E seguir
Sem pensar demais
Ou gastar
Tempo
Olhando pra trás
Tempo
Hoje eu falei sobre você
Tanto
Como quem viu voce crescer
Tempo
É o que a vida pôde dar
Tanto
E eu nem sabia lhe ganhar
Ou perder
Tempo
Eu tinha medo de você
Medo
De não ter tempo de saber
Tempo
De sentir medo já passou
Medo
O que voce me ensinou
A não ter
Perder tempo
É não se aventurar
Ganhar tempo
É ver o amor chegar
E seguir
Sem pensar demais
Ou gastar
Tempo
Olhando pra trás
DO POETA E DAS RAÍZES
* musicada por Eduardo Franco
Dia desses, madrugada
Conversando com seus males
O poeta solitário
Recobrou a energia
Relevou os seus pesares
E antigas escaladas
Fez do sonho travesseiro
Se cobriu com a euforia
E de lá do seu castelo
Construído em pedra fria
Perguntou a quem passava
Por quem ele nem mais via
Procurou mares afora
Amansou tais ventanias
Ao encontro de um poema
Ao sabor da maresia
Ele aos poucos retomava
A busca pela alegria
Nesse novo reencontro
Do poeta e seu caminho
Sentiu que havia mudado
E não estava mais sozinho
Foi uma conversa amena
Com as suas cicatrizes
Desejaram-se boa sorte
Rogaram-se dias felizes.
Pôde então seguir adiante
Havia deixado raízes
Dia desses, madrugada
Conversando com seus males
O poeta solitário
Recobrou a energia
Relevou os seus pesares
E antigas escaladas
Fez do sonho travesseiro
Se cobriu com a euforia
E de lá do seu castelo
Construído em pedra fria
Perguntou a quem passava
Por quem ele nem mais via
Procurou mares afora
Amansou tais ventanias
Ao encontro de um poema
Ao sabor da maresia
Ele aos poucos retomava
A busca pela alegria
Nesse novo reencontro
Do poeta e seu caminho
Sentiu que havia mudado
E não estava mais sozinho
Foi uma conversa amena
Com as suas cicatrizes
Desejaram-se boa sorte
Rogaram-se dias felizes.
Pôde então seguir adiante
Havia deixado raízes
O SIM E O NÃO
* musicada por Adryana BB
A noite parece não mais acabar
O vento não diz o que devo fazer
Sem tempo pra ter
Saudade ou sei lá
Parece que mundo parou de girar
Alguém canta ao longe e o canto é sem fim
Por mais que eu não queira, sei que algo virá
Pra que não tentar?
Nem tudo é ruim
E o vento me conta segredos de mim
Acabou, e daí?
Um dia virá
Põe na rede o coração
Viver por um triz
Tentar ser feliz
Por pura falta de opção
O mar vai e vem, é a sina do mar
Beijar a areia, molhada paixão
O sim e o não
São ondas do mar
Há sempre o barato de recomeçar
A noite parece não mais acabar
O vento não diz o que devo fazer
Sem tempo pra ter
Saudade ou sei lá
Parece que mundo parou de girar
Alguém canta ao longe e o canto é sem fim
Por mais que eu não queira, sei que algo virá
Pra que não tentar?
Nem tudo é ruim
E o vento me conta segredos de mim
Acabou, e daí?
Um dia virá
Põe na rede o coração
Viver por um triz
Tentar ser feliz
Por pura falta de opção
O mar vai e vem, é a sina do mar
Beijar a areia, molhada paixão
O sim e o não
São ondas do mar
Há sempre o barato de recomeçar
DEDICATÓRIA ANTIGA
* musicada por Iso Fischer
Existe um rio
Que passa atrás do meu peito
Leve defeito
Que guardo em noites de frio
Um trem noturno
Que atravessa minha sala
Uma voz que cala
Abrindo as portas pra mim
Existe uma chuva
Que cai sempre que estou triste
Sei que ela existe
Embora pareça um sonho
Faz-se contraste
E invade o quarto fechado
Fogo cerrado
Ardendo dentro de mim
Existe um quadro
Com dedicatória antiga
Foi uma amiga
Que me deu num vendaval
Uma aquarela
Que desbota quando eu minto
Por isso eu sinto
Foi pintada pra mim
Existe um beijo
Esquecido sobre a cama
Ai de quem ama
Nas lembranças se abriga
Ave silente
Voa sempre que a dor passa
Rompe a vidraça
Mas retorna para mim
Existe um rio
Que passa atrás do meu peito
Leve defeito
Que guardo em noites de frio
Um trem noturno
Que atravessa minha sala
Uma voz que cala
Abrindo as portas pra mim
Existe uma chuva
Que cai sempre que estou triste
Sei que ela existe
Embora pareça um sonho
Faz-se contraste
E invade o quarto fechado
Fogo cerrado
Ardendo dentro de mim
Existe um quadro
Com dedicatória antiga
Foi uma amiga
Que me deu num vendaval
Uma aquarela
Que desbota quando eu minto
Por isso eu sinto
Foi pintada pra mim
Existe um beijo
Esquecido sobre a cama
Ai de quem ama
Nas lembranças se abriga
Ave silente
Voa sempre que a dor passa
Rompe a vidraça
Mas retorna para mim
VÔO LIVRE
* musicada por Felipe Cerquize
Foi como um desejo
Ou, de repente, um beijo
No horizonte eu vejo
Algo a me chamar
Um clarão
Que queima o céu e então
Abro o meu coração
Para essa luz entrar
Penso ser
O que imagino ver
E o que pretendo ter
Quando eu te encontrar
Um sinal
Um verso sem final
Ou mesmo um temporal
Pra vida renovar
Talvez seja uma estrela
Que só existiu
Num canto da minha imaginação
Ou foi a fantasia
Que deixou um dia meu coração
Sem medo de te perder
Nem mesmo de não ter
Motivo para acreditar demais
Navego inconsciente
Nesse vôo livre ao teu olhar
Foi como um desejo
Ou, de repente, um beijo
No horizonte eu vejo
Algo a me chamar
Um clarão
Que queima o céu e então
Abro o meu coração
Para essa luz entrar
Penso ser
O que imagino ver
E o que pretendo ter
Quando eu te encontrar
Um sinal
Um verso sem final
Ou mesmo um temporal
Pra vida renovar
Talvez seja uma estrela
Que só existiu
Num canto da minha imaginação
Ou foi a fantasia
Que deixou um dia meu coração
Sem medo de te perder
Nem mesmo de não ter
Motivo para acreditar demais
Navego inconsciente
Nesse vôo livre ao teu olhar
CANTIGA PARA O NASCER DA AURORA
* musicada por Felipe Cerquize
O que é ser filho da lua
O que é toda manhã nascer
Sol que pelo mar flutua
O que é se deixar amanhecer
O que é vir brincar na areia
Sempre o mar a receber
Tecer a sua própria teia
O que é mesmo isso de viver
Viver é deixar a lua cheia
Feito a areia beija o mar
É trazer dentro do peito
Sempre um jeito manso de se dar
É abraçar o sentimento
Mergulhar no sonho da vez
Eternizar cada momento
Não perder de vista Quem os fez
O que é mesmo ser estrela
O que é ter luz, brilhar
É a vida que nos espera
Doce missão de amar
O que é ser filho da lua
O que é toda manhã nascer
Sol que pelo mar flutua
O que é se deixar amanhecer
O que é vir brincar na areia
Sempre o mar a receber
Tecer a sua própria teia
O que é mesmo isso de viver
Viver é deixar a lua cheia
Feito a areia beija o mar
É trazer dentro do peito
Sempre um jeito manso de se dar
É abraçar o sentimento
Mergulhar no sonho da vez
Eternizar cada momento
Não perder de vista Quem os fez
O que é mesmo ser estrela
O que é ter luz, brilhar
É a vida que nos espera
Doce missão de amar
PROCURA (BOLERO NÚMERO DOIS)
* musicada por Fernando Franco
Onde estás?
Pelos bares procuro
Nenhum sinal de onde em vão te deixei
Estava frio e escuro
E onde vamos,
Eu e o meu sentimento?
A madrugada te esconde tão bem
E eu nem sou tão atento
Uma noite qualquer
Uma rua qualquer
E no bar, uma canção de Jobim
Pergunto pro mar
Se não viu passar
Aquela que fugiu de mim
Desejo qualquer
Carinho qualquer
Alguém deve te oferecer
Cuidado pra não
Ferir um coração
Que no fim das contas é meu...
Para que?
Já tentei
Entre copos vazios
Entre a fumaça que eu nem traguei
E só me embriaguei
Onde estás?
Pelos bares procuro
Nenhum sinal de onde em vão te deixei
Estava frio e escuro
E onde vamos,
Eu e o meu sentimento?
A madrugada te esconde tão bem
E eu nem sou tão atento
Uma noite qualquer
Uma rua qualquer
E no bar, uma canção de Jobim
Pergunto pro mar
Se não viu passar
Aquela que fugiu de mim
Desejo qualquer
Carinho qualquer
Alguém deve te oferecer
Cuidado pra não
Ferir um coração
Que no fim das contas é meu...
Para que?
Já tentei
Entre copos vazios
Entre a fumaça que eu nem traguei
E só me embriaguei
MALAS E BAGAGENS (A PAZ MORAVA EM MIM)
* musicada por Fernando Franco
A paz morava em mim
Até você chegar
De malas e bagagens
Ela se foi, desistiu
Fiz só me descuidar
E o coração abrir
Que ela aproveitou
Se arrumou e partiu
Quem a paz um dia hospedou
Sabe bem que há
Um preço a se pagar
Pois fui eu
Que não me importei
E perdi
Quis conciliar
A paz e o amor
Um impasse fatal
E não deu
Pois foi bem pior
Ela não me ouviu
E até me avisou
Que não voltaria
Mandou me dizer
É ela ou você.
E o meu coração
Não tem mais como negociar
Sobrou para mim
Que vou ter que decidir
Se deixo ficar
Assim como está.
Pra que paz, afinal
Pra que?
Se perco você
Que paz eu posso ter?
A paz morava em mim
Até você chegar...
Fazer o que?
Esperar...
A paz morava em mim
Até você chegar
De malas e bagagens
Ela se foi, desistiu
Fiz só me descuidar
E o coração abrir
Que ela aproveitou
Se arrumou e partiu
Quem a paz um dia hospedou
Sabe bem que há
Um preço a se pagar
Pois fui eu
Que não me importei
E perdi
Quis conciliar
A paz e o amor
Um impasse fatal
E não deu
Pois foi bem pior
Ela não me ouviu
E até me avisou
Que não voltaria
Mandou me dizer
É ela ou você.
E o meu coração
Não tem mais como negociar
Sobrou para mim
Que vou ter que decidir
Se deixo ficar
Assim como está.
Pra que paz, afinal
Pra que?
Se perco você
Que paz eu posso ter?
A paz morava em mim
Até você chegar...
Fazer o que?
Esperar...
DIGA, AMIGO
* musicada por Fernando Franco
Diga amigo
O que se passa em teu coração ferido
O que essa dor te fez passar
Diga amigo
O que te fez permanecer cativo
O que essa dor te fez pensar
Olha amigo
Há tanto tempo só te espero vivo
Tanto momento já formou uma vida
Tanta ferida pra cicatrizar
Diga amigo
Se no horizonte ainda vês perigo
Se ainda tens a fé de começar
Diga amigo
Se te encontras ou se estás perdido
Se ainda tens a fé de melhorar
Olha amigo
Há quanto tempo o teu grito preso
No pensamento faz sentir o peso
Daquilo que te impede de gritar?
Diga amigo
O que se passa em teu coração ferido
O que essa dor te fez passar
Diga amigo
O que te fez permanecer cativo
O que essa dor te fez pensar
Olha amigo
Há tanto tempo só te espero vivo
Tanto momento já formou uma vida
Tanta ferida pra cicatrizar
Diga amigo
Se no horizonte ainda vês perigo
Se ainda tens a fé de começar
Diga amigo
Se te encontras ou se estás perdido
Se ainda tens a fé de melhorar
Olha amigo
Há quanto tempo o teu grito preso
No pensamento faz sentir o peso
Daquilo que te impede de gritar?
FIM DE CARNAVAL
* musicada por Sonekka
O acorde anunciou
Foi mais um carnaval
Confetes pelo chão
Indicam o final
Foi bom, pouco durou
Não deu para quem quis
Por um momento
A gente foi feliz
A chuva já passou
Saudade de você
A rua não tem mais
A multidão pra ver
Meu bloco a desfilar
Inútil folião
Ficamos sós
Eu e meu coração
Alguém me fez sorrir
Outro me viu chorar
Folia é sempre assim
Na hora de acabar
Espero o ano que vem
Prometo não sofrer
É só voce de mim
Não se esquecer
Sou feito passarinho
Amores passarão
Lembranças vão ficar
Por mais de um verão
Quando o frevo voltar
Ninguém vai perceber
Meu bloco vai cantar
Só pra você
NO DIA EM QUE EU MORRI
* musicada por Sonekka
No dia em que eu morri
Trovejou lá no sertão
Não lembro se era inverno
Nem sei se era verão
Não me restou na memória
Um verso, uma citação
No dia em que eu morri
Quase morro de aflição...
No dia em que eu morri
Não ficou nem um tostão
Nem recado nem sinal
Nem carro na contra-mão
um gemido de prazer
Ou o ganido do meu cão
No dia em que eu morri
Não me sobrou nada, não
No dia em que eu morri
Foi estranha a sensação
Melodia não ouvi
Mas silêncio também não
Nem piano nem clarin
Nem pandeiro ou violão
No dia em que eu morri
Não deu na televisão
No dia em que eu morri
Foi tempo de solidão
Um abraço eu perdi
E o beijo, só ilusão
Um amigo apareceu
Mas saiu de supetão
No dia em que eu morri
Você não estava lá, não
No dia em que eu morri
Trovejou lá no sertão
Não lembro se era inverno
Nem sei se era verão
Não me restou na memória
Um verso, uma citação
No dia em que eu morri
Quase morro de aflição...
No dia em que eu morri
Não ficou nem um tostão
Nem recado nem sinal
Nem carro na contra-mão
um gemido de prazer
Ou o ganido do meu cão
No dia em que eu morri
Não me sobrou nada, não
No dia em que eu morri
Foi estranha a sensação
Melodia não ouvi
Mas silêncio também não
Nem piano nem clarin
Nem pandeiro ou violão
No dia em que eu morri
Não deu na televisão
No dia em que eu morri
Foi tempo de solidão
Um abraço eu perdi
E o beijo, só ilusão
Um amigo apareceu
Mas saiu de supetão
No dia em que eu morri
Você não estava lá, não
DROPS DULCORA
* musicada por Sonekka
Às vezes procuro
Sei lá o porquê...
Tateio no escuro
E me aventuro
Mesmo sem saber
Direito o que quero
Espero que espero
A razão aparecer
Eu caço as palavras
Eu cato migalhas
De pão adormecido
De um tempo distante
Perdido, mutante
Futuro que um dia
Já foi meu passado
Presente pra quê?
Cheio de lembrança
Se tudo me odeia
É que de repente
O presente me adora
Pois eu sou do tempo
De amar-se na cama
Enroladinho um a um
Qual drops dulcora
Vamos simbora
Vamos simbora
O tempo dá sinal que é hora
Vamos simbora
Vamos simbora
Que ontem vai virar agora
Eu passo a adiante
Peleja, romance
Paixão amarrotada
Sorvete de vida
De vida gelada
Qualquer esperança
Sumida, calada
Num livro qualquer
Simbora pra longe
Que o trem tá partindo
Perdemos o bonde
Paisagem sumindo
Pelo mundo afora
Abre o peito ao vento
Pois somos do tempo
Do drops dulcora
Vamos simbora
Vamos simbora
O tempo dá sinal que é hora
Vamos simbora
Vamos simbora
Que ontem vai virar agora
Às vezes procuro
Sei lá o porquê...
Tateio no escuro
E me aventuro
Mesmo sem saber
Direito o que quero
Espero que espero
A razão aparecer
Eu caço as palavras
Eu cato migalhas
De pão adormecido
De um tempo distante
Perdido, mutante
Futuro que um dia
Já foi meu passado
Presente pra quê?
Cheio de lembrança
Se tudo me odeia
É que de repente
O presente me adora
Pois eu sou do tempo
De amar-se na cama
Enroladinho um a um
Qual drops dulcora
Vamos simbora
Vamos simbora
O tempo dá sinal que é hora
Vamos simbora
Vamos simbora
Que ontem vai virar agora
Eu passo a adiante
Peleja, romance
Paixão amarrotada
Sorvete de vida
De vida gelada
Qualquer esperança
Sumida, calada
Num livro qualquer
Simbora pra longe
Que o trem tá partindo
Perdemos o bonde
Paisagem sumindo
Pelo mundo afora
Abre o peito ao vento
Pois somos do tempo
Do drops dulcora
Vamos simbora
Vamos simbora
O tempo dá sinal que é hora
Vamos simbora
Vamos simbora
Que ontem vai virar agora
UM MENINO DA RÚSSIA
* musicada por Alexandre Lemos
(primeira música minha na M-Musica - 11/2004)
Era só uma criança
Um projeto de homem só
Um planejamento vago
Sonho de vida melhor
Flor que dá no lodo
E o mundo todo ao redor
Era só uma esperança
Pelas folhas do jornal
Pelas listas de internet
Nem sequer noção do mal
A foto atrás da porta
O que importa, afinal?
A manhã surge insuspeita
Morte que a vida rejeita
Estopim que mata o filho
Mão que aperta o gatilho
Do outro lado do planeta
Levantamos pra escovar os dentes
Folheamos o jornal
E as fotos hoje doem recorrentes
Dor que dá no mundo
Esse mundo tá doente
Em Casa Amarela
E na Baixada a mesma dor
Nas grandes favelas
Em São Paulo, em Salvador
Nova Iorque ou Terezina
Iraque ou na Palestina
Kingston. Maputo
Um minuto de silêncio, por favor
(primeira música minha na M-Musica - 11/2004)
Era só uma criança
Um projeto de homem só
Um planejamento vago
Sonho de vida melhor
Flor que dá no lodo
E o mundo todo ao redor
Era só uma esperança
Pelas folhas do jornal
Pelas listas de internet
Nem sequer noção do mal
A foto atrás da porta
O que importa, afinal?
A manhã surge insuspeita
Morte que a vida rejeita
Estopim que mata o filho
Mão que aperta o gatilho
Do outro lado do planeta
Levantamos pra escovar os dentes
Folheamos o jornal
E as fotos hoje doem recorrentes
Dor que dá no mundo
Esse mundo tá doente
Em Casa Amarela
E na Baixada a mesma dor
Nas grandes favelas
Em São Paulo, em Salvador
Nova Iorque ou Terezina
Iraque ou na Palestina
Kingston. Maputo
Um minuto de silêncio, por favor
TATUAGENS
TAVITO - TATUAGENS (Tavito - Gilvandro Filho) by gilvandrofilho
* musicada por Tavito
Eu vejo na lua clara
O brilho do diamante
E aquele que é dos teus olhos
Reluz em luz dominante
Sorriso é cartão seguro
Pra a gente não se esquecer
E quem sorri com os olhos
Não deixa a vida morrer
Cartão postal
Olhos de luz
Doces miragens
Encontro a trilha da vida
Escondida em tatuagens
O rio corre tão manso
Deságua na cachoeira
E as lágrimas nos meus olhos
Resistem à dor inteira
De te perder de repente
Ausência de claridade
Teus olhos são dois faróis
A iluminar minha saudade
Cartão postal
Olhos de luz
Doces miragens
Encontro a trilha da vida
Escondida em tatuagens
O vento corre manhoso
Querendo brincar com o tempo
A chuva molha teu rosto
Irrigando o sentimento
E os teus olhos de sorriso
Iluminando a paisagem
São asas por onde eu levo
Até o fim minha viagem
* musicada por Tavito
Eu vejo na lua clara
O brilho do diamante
E aquele que é dos teus olhos
Reluz em luz dominante
Sorriso é cartão seguro
Pra a gente não se esquecer
E quem sorri com os olhos
Não deixa a vida morrer
Cartão postal
Olhos de luz
Doces miragens
Encontro a trilha da vida
Escondida em tatuagens
O rio corre tão manso
Deságua na cachoeira
E as lágrimas nos meus olhos
Resistem à dor inteira
De te perder de repente
Ausência de claridade
Teus olhos são dois faróis
A iluminar minha saudade
Cartão postal
Olhos de luz
Doces miragens
Encontro a trilha da vida
Escondida em tatuagens
O vento corre manhoso
Querendo brincar com o tempo
A chuva molha teu rosto
Irrigando o sentimento
E os teus olhos de sorriso
Iluminando a paisagem
São asas por onde eu levo
Até o fim minha viagem
PASSARINHOS
* musicada por Tavito
Passar o tempo
Final da tarde
Pássaro voa
Por sobre o mar
Passar o dia
Pássaro lento
Passar o vento
A querer voar
Pássaro manso
De asa parada
Passarinhada
A querer cantar
Passar o ninho
Galho por galho
O mel na boca
Pra alimentar
Pássaro velho
Pássaro novo
Cabeça branca
Neve, luar
Passar o sonho
Voando baixo
Sonhando alto
Em ver o mar
Pássaro livre
Passar o canto
Passar o encanto
Onde passar
DIÁRIO DE VIAGEM
* musicada por Tavito
Contou cinqüenta motivos
Cento e poucos argumentos
Duzentas e vinte idéias
Trezentos ensinamentos.
Buscou nas páginas brancas
Do diário de viagem
Um milheiro de saudade
Outro tanto de paisagem
E a vontade que era tanta
Que nem mil e quinhentos beijos
Molhados de água salgada
Saciariam o seu desejo.
Era sede acumulada
Ao longo de dois mil anos
Dois mil e trezentos sonhos
Dois milhões de desenganos.
Ao final, chorou baixinho,
concluiu: somos humanos.
Contou cinqüenta motivos
Cento e poucos argumentos
Duzentas e vinte idéias
Trezentos ensinamentos.
Buscou nas páginas brancas
Do diário de viagem
Um milheiro de saudade
Outro tanto de paisagem
E a vontade que era tanta
Que nem mil e quinhentos beijos
Molhados de água salgada
Saciariam o seu desejo.
Era sede acumulada
Ao longo de dois mil anos
Dois mil e trezentos sonhos
Dois milhões de desenganos.
Ao final, chorou baixinho,
concluiu: somos humanos.
OUTRA MADRUGADA
* musicada por Apá Silvino
Já passa da meia noite
Já foram embora os faróis
Os automóveis da rua
E os galos pelos quintais
É só silêncio no mundo
É madrugada no cais
Os barcos jazem esquecidos
Meninos adormecidos
Descansam sobre os jornais
Enquanto a vida se deita
Lá fora o tempo se faz
Os girassóis são do dia
À noite nem brilham mais
Nos becos, gatos vadios
No peito, paixão atroz
Distante, alguém faz de conta
E leva a sua vida tonta
Como se estivesse a sós
Ainda longe a alvorada
Virada pelo avesso
Virá trazer novos raios
O mar responde em tropeço
Daqui pra lá tanta coisa
Pra alguém se desapegar
Um coração sem mistério
Alguém se levando a sério
Espera o dia raiar
Um violão ainda vive
Resiste e geme calado
Um seresteiro fantasma
Sozinho, fica acordado
Pra que, se ninguém lhe ouve
Talento posto pra nada
Vai ver só perdeu a hora
Caiu em si, vai embora
Atrás de outra madrugada
Já passa da meia noite
Já foram embora os faróis
Os automóveis da rua
E os galos pelos quintais
É só silêncio no mundo
É madrugada no cais
Os barcos jazem esquecidos
Meninos adormecidos
Descansam sobre os jornais
Enquanto a vida se deita
Lá fora o tempo se faz
Os girassóis são do dia
À noite nem brilham mais
Nos becos, gatos vadios
No peito, paixão atroz
Distante, alguém faz de conta
E leva a sua vida tonta
Como se estivesse a sós
Ainda longe a alvorada
Virada pelo avesso
Virá trazer novos raios
O mar responde em tropeço
Daqui pra lá tanta coisa
Pra alguém se desapegar
Um coração sem mistério
Alguém se levando a sério
Espera o dia raiar
Um violão ainda vive
Resiste e geme calado
Um seresteiro fantasma
Sozinho, fica acordado
Pra que, se ninguém lhe ouve
Talento posto pra nada
Vai ver só perdeu a hora
Caiu em si, vai embora
Atrás de outra madrugada
DIA E HORA
* musicada por Apá Silvino
Quando estou só
Tenho a mania de cantar
Quanto estou triste
Existe em mim
Uma mania de calar
E escutar com todo jeito
O que o peito tem a me dizer
E um anjo atende sempre que eu chamo
Quando penso em ti
Ele me diz que te amo, amo, amo
Não estou aí
Mas nunca saí do teu lado
Do meu sem fim
Eu canto assim
Canto calado
Pedindo sempre por ti
Para que nunca esqueças
De que mesmo longe eu te chamo
Hoje eu pensei em ti
E vim dizer que te amo, amo, amo
A dor chegou
Mas logo vai embora
Choveu por aqui
Mas o sol brilha lá fora
Pra te amar
Não tem dia nem hora
Quando estou só
Tenho a mania de cantar
Quanto estou triste
Existe em mim
Uma mania de calar
E escutar com todo jeito
O que o peito tem a me dizer
E um anjo atende sempre que eu chamo
Quando penso em ti
Ele me diz que te amo, amo, amo
Não estou aí
Mas nunca saí do teu lado
Do meu sem fim
Eu canto assim
Canto calado
Pedindo sempre por ti
Para que nunca esqueças
De que mesmo longe eu te chamo
Hoje eu pensei em ti
E vim dizer que te amo, amo, amo
A dor chegou
Mas logo vai embora
Choveu por aqui
Mas o sol brilha lá fora
Pra te amar
Não tem dia nem hora
CASO PERDIDO
BARBARA RODRIX - CASO PERDIDO (Apá Silvino - Gilvandro Filho) by gilvandrofilho
* musicada por Apá Silvino
O meu coração
Pediu pra você
Ter muito cuidado
Você não ouviu
Ou mesmo fingiu
Sofreu o coitado
E agora pra que?
Só sabe querer
Não quer nem me ouvir
Vive a procurar
Um beijo, um olhar
Qualquer por aí
Se o inverno bater
E o frio chegar
É choro sentido
Responda então
Se o meu coração
É caso perdido
E agora me diz
Se eu sou infeliz
Ou se é impressão
Um troço sem jeito
Que eu trago no peito
É um coração
* musicada por Apá Silvino
O meu coração
Pediu pra você
Ter muito cuidado
Você não ouviu
Ou mesmo fingiu
Sofreu o coitado
E agora pra que?
Só sabe querer
Não quer nem me ouvir
Vive a procurar
Um beijo, um olhar
Qualquer por aí
Se o inverno bater
E o frio chegar
É choro sentido
Responda então
Se o meu coração
É caso perdido
E agora me diz
Se eu sou infeliz
Ou se é impressão
Um troço sem jeito
Que eu trago no peito
É um coração
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
MODINHA DE AMIGO
* musicada por Adriana Barreiros
De vez em quando, quando o tempo vem
Usando o vento para se anunciar
E diz que o tempo certo de colher
Depende do momento de plantar
Assim como a semente que joguei
Só vingo se houver a luz do sol
Sabor da água fresca que provei
E da terra molhada ao meu redor
Na verdade, eu necessito
Urgentemente, te abraçar
Um abraço sem defesa
Sem ter medo de se dar
Agora é o tempo certo
De aquecer e de molhar
Vou enfeitar a natureza
Com o brilho do teu olhar
Quero, enfim, correr meu próprio risco
Jogar a minha gota sobre o mar
Deixe que eu faça isso comigo
Por tentar eu sempre me arrisco
Apenas me permita acreditar
E me deixe ser teu amigo
De vez em quando, quando o tempo vem
Usando o vento para se anunciar
E diz que o tempo certo de colher
Depende do momento de plantar
Assim como a semente que joguei
Só vingo se houver a luz do sol
Sabor da água fresca que provei
E da terra molhada ao meu redor
Na verdade, eu necessito
Urgentemente, te abraçar
Um abraço sem defesa
Sem ter medo de se dar
Agora é o tempo certo
De aquecer e de molhar
Vou enfeitar a natureza
Com o brilho do teu olhar
Quero, enfim, correr meu próprio risco
Jogar a minha gota sobre o mar
Deixe que eu faça isso comigo
Por tentar eu sempre me arrisco
Apenas me permita acreditar
E me deixe ser teu amigo
ENGANO
* musicada por Adriana Barreiros
Foi lamentável engano
Eu tentar te esquecer
Não estava em meus planos
Ter que sobreviver
Sem a luz dos teus olhos
Sem teu beijo na boca
Agarrar feito louca
Quem me aparecer
Foi um erro grosseiro
Ter te trocado assim
Por qualquer travesseiro
Por um porre de gim
A verdade eu renego
Dou o corpo à tortura
E encerro a procura
Pra não mais rir de mim
Noite segura é aquela
Em que nada acontece
Prefiro o caos da tua volta
Vê se me aparece...
Foi um gesto impensado
Ou um mal entendido
Ter virado de lado
Sem querer ter fugido
E, quem sabe, dê tempo
Talvez tenha remédio:
Abro mão do meu tédio
Pra não mais te perder
Foi lamentável engano
Eu tentar te esquecer
Não estava em meus planos
Ter que sobreviver
Sem a luz dos teus olhos
Sem teu beijo na boca
Agarrar feito louca
Quem me aparecer
Foi um erro grosseiro
Ter te trocado assim
Por qualquer travesseiro
Por um porre de gim
A verdade eu renego
Dou o corpo à tortura
E encerro a procura
Pra não mais rir de mim
Noite segura é aquela
Em que nada acontece
Prefiro o caos da tua volta
Vê se me aparece...
Foi um gesto impensado
Ou um mal entendido
Ter virado de lado
Sem querer ter fugido
E, quem sabe, dê tempo
Talvez tenha remédio:
Abro mão do meu tédio
Pra não mais te perder
RESOLUÇÃO
* musicada por Iso Fischer
Sonhos perdidos
Deixados na beira da estrada
A madrugada revela
Que nada mudou
Só a tristeza
Que chega, assim de visita
Quando amanhece
Nem lembra porque é que voltou
É sempre assim
Quando a festa da dor recomeça
Lágrimas lembram
Que dessa comédia fui rei
Hoje ficou a saudade
Que é sempre bem vinda
Pois tantas vezes
Por ela eu me apaixonei
Canto e não perco
De vista esse pranto
Ele me lembra
Que posso viver
Longe do tempo
Longe do medo
E longe até de você
Pode esperar
Que essa reza quer santo
Não peço tanto
Somente um sinal
Perto do riso
Perto do canto
Perto de algum carnaval
Basta somente eu querer
Que a saudade se chega
É companhia
Pra tudo o que der e vier
Conto com ela
A cada momento da vida
Tudo ela entende
E não finge feito uma mulher
Peço perdão por trair
Esse meu sentimento
Chega um momento
Em que vale um alento qualquer
Vou me casar
Com a tua saudade querida
E a minha vida será do jeito que ela quiser
Sonhos perdidos
Deixados na beira da estrada
A madrugada revela
Que nada mudou
Só a tristeza
Que chega, assim de visita
Quando amanhece
Nem lembra porque é que voltou
É sempre assim
Quando a festa da dor recomeça
Lágrimas lembram
Que dessa comédia fui rei
Hoje ficou a saudade
Que é sempre bem vinda
Pois tantas vezes
Por ela eu me apaixonei
Canto e não perco
De vista esse pranto
Ele me lembra
Que posso viver
Longe do tempo
Longe do medo
E longe até de você
Pode esperar
Que essa reza quer santo
Não peço tanto
Somente um sinal
Perto do riso
Perto do canto
Perto de algum carnaval
Basta somente eu querer
Que a saudade se chega
É companhia
Pra tudo o que der e vier
Conto com ela
A cada momento da vida
Tudo ela entende
E não finge feito uma mulher
Peço perdão por trair
Esse meu sentimento
Chega um momento
Em que vale um alento qualquer
Vou me casar
Com a tua saudade querida
E a minha vida será do jeito que ela quiser
CÉU DE LAMBRIS
* musicada por Iso Fischer
Há quanto tempo espera
Sei lá direito o que
Seria uma primavera
Como é que vou saber
Olha pela janela
E as flores surgirão
E uma ou mais estrelas
À noite brilharão
Existe uma campina
Sob um céu de lambris
Onde uma flor germina
Disposta a ser feliz
Não há nada que o espelho
Reflita sem querer
O verso é um evangelho
Dito ao anoitecer
Uma ponta de esperança
Paira no seu olhar
E uma alegria dança
Se assim você cantar
Voar em plena areia
Escorregar na luz
Tudo é possível, creia
Se os sonhos são azuis
Existe uma campina
Sob um céu de lambris
Onde uma flor germina
Disposta a ser feliz
Não há nada que o espelho
Reflita sem querer
O verso é um evangelho
Dito ao anoitecer
Há quanto tempo espera
Sei lá direito o que
Seria uma primavera
Como é que vou saber
Olha pela janela
E as flores surgirão
E uma ou mais estrelas
À noite brilharão
Existe uma campina
Sob um céu de lambris
Onde uma flor germina
Disposta a ser feliz
Não há nada que o espelho
Reflita sem querer
O verso é um evangelho
Dito ao anoitecer
Uma ponta de esperança
Paira no seu olhar
E uma alegria dança
Se assim você cantar
Voar em plena areia
Escorregar na luz
Tudo é possível, creia
Se os sonhos são azuis
Existe uma campina
Sob um céu de lambris
Onde uma flor germina
Disposta a ser feliz
Não há nada que o espelho
Reflita sem querer
O verso é um evangelho
Dito ao anoitecer
SEGREDO
* musicada por Iso Fischer
Eu guardo bem guardado este segredo
Não conto nem pra mim nem pra ninguém
Insone é o meu destino, durmo cedo
E acordo quando a noite faz que vem
Há dúvidas por todo o meu caminho
E cicatrizes que não vão fechar
No mais, somente restos, queijo e vinho
E uma enorme ressaca pra curar
Canto pra mim, tão apressado
Quem tudo ouve na platéia é o coração
Segui assim, tão descuidado
Mal tive tempo de me fazer refrão
Há um poço onde me afogo e onde me bebo
E um frio que arde a fogo e a paixão
Baú sem chave onde guardei meu medo
Tristeza que comprei a prestação
Se o sono é o morredouro do poema
A letra é a chave da minha razão
Se as fibras do meu coração são temas
O verso é a vingança da emoção
PEQUENA SERESTA
* musicada por Mozar
O calendário marca um novo dia
E a venta canta na janela
Um alvoroço beirando a harmonia
E o sol que enta pelo quarto dela
Algum vestígio puro de saudade
Minha alma invade e brinca no salão
Onde o meu meu verso sdança com a vontade
De lhe tomar de novo pela mão
Pra que deixar a madrugada triste
Melhor fingir que sou o seu cantor
E me juintar oa que de bom existe
Poder ser dela o que sei que não sou
Fazer duetos com a minha esperança
Terçar cantigas novas e antigas
Até que o dia passe e a lua mansa
Nos ilumine com sua luz amiga
Então o dia terá sido festa
E eu posso ter motivos pra sonhar
No fim de tudo fica um seresta
Que um dia espero pra ela cantar
O calendário marca um novo dia
E a venta canta na janela
Um alvoroço beirando a harmonia
E o sol que enta pelo quarto dela
Algum vestígio puro de saudade
Minha alma invade e brinca no salão
Onde o meu meu verso sdança com a vontade
De lhe tomar de novo pela mão
Pra que deixar a madrugada triste
Melhor fingir que sou o seu cantor
E me juintar oa que de bom existe
Poder ser dela o que sei que não sou
Fazer duetos com a minha esperança
Terçar cantigas novas e antigas
Até que o dia passe e a lua mansa
Nos ilumine com sua luz amiga
Então o dia terá sido festa
E eu posso ter motivos pra sonhar
No fim de tudo fica um seresta
Que um dia espero pra ela cantar
ENTENDIMENTO
* musicada por Fernando Franco
Cada qual no seu lugar
Fomos sempre cada qual
Se no meio a dor foi mais
Nos amamos no final
Não soubemos perdoar
Foi difícil perceber
Quem nos faz admirar
Quem nos mata de prazer
Cada bem com o seu mal
Tanto tampo pra viver
Tanto vício pra curar
E tanta paixão, pra que?
Eu queria lhe encontrar
Tanta coisa pra dizer
Entender isso que foi
Ter vivido pra você
Cada qual no seu lugar
Como sempre, cada qual
TOADA NOVA
* musicada por Fernando Franco
No caminho da saudade o meu bem apareceu
Como fogos de artifício a iluminar o céu
Coloriu com seu sorriso minha noite de São João
E a tristeza fez fogueira longe do meu coração
Um balão no céu subia como se fosse um sinal
Era junho e parecia que ainda era carnaval
A cidade adormecida não parou pra perceber
Que no céu só haviam estrelas pra enfeitar meu bem querer
Clareou a noite inteira e o céu tornou-se azul
Despachei as minhas naves lá pelos mares do sul
Um pirata solitário, reencontrei a minha nau
Fiz a minha fantasia para um outro carnaval
Todo verso, toda lira, toda prosa e melodia
Toda noite, todo dia, tanta hora pra contar
Como um amor só prevalece quando o mistério persiste
Uma toada só existe quando é boa de cantar... ai
Todo verso, toda lira, toda prosa e melodia
Toda noite, todo dia, tanta hora pra contar
Como um amor só prevalece quando o mistério persiste
Uma toada só existe quando é boa de cantar... ai
No canteiro do jardim nasceu tudo que era bom
Uma rosa, dois delírios, uma canção dentro do tom
O meu bem regou as plantas com as mãos de criador
E o meu coração bateu mais forte, molhado de tanto amor
No caminho da saudade, o meu verso tão banal
Virou noite de estrelas, tranformou-se em carnaval
No caminho da saudade o meu bem apareceu
Como fogos de artifício a iluminar o céu
Coloriu com seu sorriso minha noite de São João
E a tristeza fez fogueira longe do meu coração
Um balão no céu subia como se fosse um sinal
Era junho e parecia que ainda era carnaval
A cidade adormecida não parou pra perceber
Que no céu só haviam estrelas pra enfeitar meu bem querer
Clareou a noite inteira e o céu tornou-se azul
Despachei as minhas naves lá pelos mares do sul
Um pirata solitário, reencontrei a minha nau
Fiz a minha fantasia para um outro carnaval
Todo verso, toda lira, toda prosa e melodia
Toda noite, todo dia, tanta hora pra contar
Como um amor só prevalece quando o mistério persiste
Uma toada só existe quando é boa de cantar... ai
Todo verso, toda lira, toda prosa e melodia
Toda noite, todo dia, tanta hora pra contar
Como um amor só prevalece quando o mistério persiste
Uma toada só existe quando é boa de cantar... ai
No canteiro do jardim nasceu tudo que era bom
Uma rosa, dois delírios, uma canção dentro do tom
O meu bem regou as plantas com as mãos de criador
E o meu coração bateu mais forte, molhado de tanto amor
No caminho da saudade, o meu verso tão banal
Virou noite de estrelas, tranformou-se em carnaval
MAIS UMA VEZ
* musicada por Fernando Franco
Mais uma vez voce vem me pedir
Coisas que eu não consigo lhe dar
Não sei negar, mas não vou ceder
Carinhos lhe dei
Às vezes sofri
Saudade, palavra
Que eu já cansei de escrever
Não sou Deus para julgar
Só lhe quero bem
Mas não posso me enganar
Assim, amém
Só o tempo é que vai poder mostrar
Um pecado sem perdão
Difícil de esquecer
Quem de fato soube amar
Nem eu mesmo sei
Tanto tempo lhe adorar
Foi minha lei
Deixa o peito resolver
O que faz com seu pranto
Que eu canto pra não sofrer
Saudade...
Mais uma vez voce vem me pedir
Coisas que eu não consigo lhe dar
Não sei negar, mas não vou ceder
Carinhos lhe dei
Às vezes sofri
Saudade, palavra
Que eu já cansei de escrever
Não sou Deus para julgar
Só lhe quero bem
Mas não posso me enganar
Assim, amém
Só o tempo é que vai poder mostrar
Um pecado sem perdão
Difícil de esquecer
Quem de fato soube amar
Nem eu mesmo sei
Tanto tempo lhe adorar
Foi minha lei
Deixa o peito resolver
O que faz com seu pranto
Que eu canto pra não sofrer
Saudade...
QUALQUER TERÇA-FEIRA
* musicada por Felipe Cerquize
Faz tanto tempo
A gente nem doía
Quase nem se falava
Mal se via
Só sei que havia, enfim
Um só canteiro, uma flor no jardim
E uma lembrança antiga
Perdida
Talvez até pensasse
Que o destino guardava pra mim
Na falta de lhe encontrar
Um modo de não sofrer
Eu consegui superar
Sem precisar lhe esquecer
Todo dia eu lembro
Todo dia eu venho
Todo dia eu vejo
E venço...
Meio-dia eu desisto
Meia-noite eu arrisco
Acordo eu lhe vejo
Ou penso...
Alguma tarde dessas
Ainda vou me encontrar
Com você
Um dia assim qualquer
Fim de tarde
De uma terça-feira
Algum dia qualquer
É só o medo do medo
Eu perder
Tarde de terça-feira
Eu lhe espero...
Faz tanto tempo
A gente nem doía
Quase nem se falava
Mal se via
Só sei que havia, enfim
Um só canteiro, uma flor no jardim
E uma lembrança antiga
Perdida
Talvez até pensasse
Que o destino guardava pra mim
Na falta de lhe encontrar
Um modo de não sofrer
Eu consegui superar
Sem precisar lhe esquecer
Todo dia eu lembro
Todo dia eu venho
Todo dia eu vejo
E venço...
Meio-dia eu desisto
Meia-noite eu arrisco
Acordo eu lhe vejo
Ou penso...
Alguma tarde dessas
Ainda vou me encontrar
Com você
Um dia assim qualquer
Fim de tarde
De uma terça-feira
Algum dia qualquer
É só o medo do medo
Eu perder
Tarde de terça-feira
Eu lhe espero...
SONETO DA CERTEZA E DO IMPASSE
* musicada por Felipe Cerquize
Quero sentir a tua imagem em cada canto
Poder cantar tua beleza em cada verso
Eu quero estar, mesmo contrito, em ti disperso
E embalar com verso a rima do teu pranto
Quero deitar, enfim, na praia dos teus mares
Pra navegar a minha nau por teus caminhos
No oceano dos teus gestos e carinhos
E ser teu porto bem na hora de ancorares
Me guiarei pelas estrelas do teu brilho
O meu destino iluminado pela lua
E se eu te velo em poesia, musa nua
Construo ao menos a certeza desse impasse
É como se na terra um barco flutuasse
Ou no oceano, um certo trem perdesse o trilho
Quero sentir a tua imagem em cada canto
Poder cantar tua beleza em cada verso
Eu quero estar, mesmo contrito, em ti disperso
E embalar com verso a rima do teu pranto
Quero deitar, enfim, na praia dos teus mares
Pra navegar a minha nau por teus caminhos
No oceano dos teus gestos e carinhos
E ser teu porto bem na hora de ancorares
Me guiarei pelas estrelas do teu brilho
O meu destino iluminado pela lua
E se eu te velo em poesia, musa nua
Construo ao menos a certeza desse impasse
É como se na terra um barco flutuasse
Ou no oceano, um certo trem perdesse o trilho
SAMBA DO FIM
* musicada por Felipe Cerquize
Sabe que eu nem notei nada
Se chegou de uma noitada
Se foi longa a madrugada
Se demorou
Acabei não me tocando
Que o tempo foi passando
Se o mundo está mudando
Ou se acabou
Mesmo assim, o que importa?
Se eu dormi feito uma porta
E uma lembrança quase morta
Nem me abalou
O relógio atrasado
Celular descarregado
Ou um galo desafinado
Nem perturbou
A vida mudou
Já estivemos melhor
Se ter ciúme dá dó
Não se importar é pior
E se você
Tá mesmo afim de saber
Nem sei o que lhe dizer
Voce não ia entender
Lembro quando a primavera
Era sempre e verdadeira
E as canções de longa espera
Enchiam o ar
Risos tantos sem motivos
E abraços tão precisos
Aventuras sem juizo
Pra se sonhar
Cada dia era mais dia
Cada noite era alegria
Pra nós dois a companhia
Bastava ser
Hoje o tempo anda arrastado
Mesmo estando lado a lado
Somos sombras do passado
Fazer o que?
Sabe que eu nem notei nada
Se chegou de uma noitada
Se foi longa a madrugada
Se demorou
Acabei não me tocando
Que o tempo foi passando
Se o mundo está mudando
Ou se acabou
Mesmo assim, o que importa?
Se eu dormi feito uma porta
E uma lembrança quase morta
Nem me abalou
O relógio atrasado
Celular descarregado
Ou um galo desafinado
Nem perturbou
A vida mudou
Já estivemos melhor
Se ter ciúme dá dó
Não se importar é pior
E se você
Tá mesmo afim de saber
Nem sei o que lhe dizer
Voce não ia entender
Lembro quando a primavera
Era sempre e verdadeira
E as canções de longa espera
Enchiam o ar
Risos tantos sem motivos
E abraços tão precisos
Aventuras sem juizo
Pra se sonhar
Cada dia era mais dia
Cada noite era alegria
Pra nós dois a companhia
Bastava ser
Hoje o tempo anda arrastado
Mesmo estando lado a lado
Somos sombras do passado
Fazer o que?
VELHA IMAGEM
*musicada por Tato Fischer
Quase noite na cidade velha
A calma passeando sobre as telhas
Os cantos que se ouvem, coisas velhas
As aves que persistem são sinceras
Tá vendo aquela flor lá na janela?
É tudo o que ficou da primavera
O vento sopra morno e assobia
Como se antecipasse a nova era
Sinceramente, não sei se é à vera
Ou se é mentira, eu nunca compreendia
Tá ouvindo aquela voz que te exaspera?
É tudo o que sobrou da poesia
É tudo tão estranho
Tão longe e tão medonho
Nem parece que eu estive um dia aqui
Mas tudo tão bonito
Tão quieto e tão finito
São restos de um amor que eu não vivi
A casa, quase toda demolida
Imagens renintentes, tão antigas
O pouco do que existe é só ferida
Que é do cheiro bom, flor e comida?
Tá vendo este meu choro na partida?
É tudo o que restou daquela vida
ÁGUA
* musicada por Alexandre Lemos
Experimente só o gosto dessa água
Não vai mais ser tão fácil dela se livrar
Um banho tira as mágoas e as incertezas
Mergulhe na beleza aguda desse mar
E tente abandonar o fundo desse abismo
E tente se afogar no azul dessa paixão
Melhor é se arriscar, não sei o que lhe espera
Permita-se de cara abrir o coração
E veja quanta coisa a mente aberta enseja
Não veja espinho em jarro onde só existe flor
Talvez seja prudente ser mais atrevida
E não sobrecarregue o coração de dor
E sinta a chuva que nem sempre é passageira
Pois do lugar comum não é fácil escapar
Por isso não se avexe, criatura bela
Se a gente abre a janela é só pra se molhar
Experimente só o gosto dessa água
Não vai mais ser tão fácil dela se livrar
Um banho tira as mágoas e as incertezas
Mergulhe na beleza aguda desse mar
E tente abandonar o fundo desse abismo
E tente se afogar no azul dessa paixão
Melhor é se arriscar, não sei o que lhe espera
Permita-se de cara abrir o coração
E veja quanta coisa a mente aberta enseja
Não veja espinho em jarro onde só existe flor
Talvez seja prudente ser mais atrevida
E não sobrecarregue o coração de dor
E sinta a chuva que nem sempre é passageira
Pois do lugar comum não é fácil escapar
Por isso não se avexe, criatura bela
Se a gente abre a janela é só pra se molhar
DE OLHOS ABERTOS
* musicada por Alexande Lemos
Ache outros vídeos como este em Clube Caiubi de Compositores
No vídeo: Ana Paula Xavier, com Brau Mendonça e Ayrton Mugnaini Jr.
Quando eu me chegar
Não me tente
Tenho tanta sede
E o mar pra beber
Quando eu cantar
Não se espante
Dessa garganta
Desafino por você
Quando eu fugir
Não me casse
Tenho minhas asas
É difícil me deter
Quando eu dormir
Não se assuste
De olhos abertos
Sonho com você
Quando eu voltar
Não recuse
Mãos cheias de saudade
Tão vazias de voce
Quuando eu pedir
Não me engane
Depois dessa espera
Vou saber reconhecer
Quando eu fugir
Não me casse
Tenho minhas asas
É difícil me deter
Quando eu dormir
Não se assuste
De olhos abertos
Sonho com você
Ache outros vídeos como este em Clube Caiubi de Compositores
No vídeo: Ana Paula Xavier, com Brau Mendonça e Ayrton Mugnaini Jr.
Quando eu me chegar
Não me tente
Tenho tanta sede
E o mar pra beber
Quando eu cantar
Não se espante
Dessa garganta
Desafino por você
Quando eu fugir
Não me casse
Tenho minhas asas
É difícil me deter
Quando eu dormir
Não se assuste
De olhos abertos
Sonho com você
Quando eu voltar
Não recuse
Mãos cheias de saudade
Tão vazias de voce
Quuando eu pedir
Não me engane
Depois dessa espera
Vou saber reconhecer
Quando eu fugir
Não me casse
Tenho minhas asas
É difícil me deter
Quando eu dormir
Não se assuste
De olhos abertos
Sonho com você
TEMA DE UMA RECORDAÇÃO EM LÁ
* musicada por Eduardo Franco
Lá, onde eu sorri e onde eu chorei
Lá, onde eu nasci, onde eu vivi e morri
E aprendi a esquecer
Lá onde eu ganhei e onde eu perdi
Lá, onde eu amei e desamei, e sumi
Pra me rever por aí
Lá, onde o céu é mais azul
Onde o rio corre pro mar
Onde o mar parece o fim
E não é...
Lá, onde eu pensei achar
O que revelar de mim
Pra que?
Pra que?
Lá, onde eu me dei e recebi
Lá, onde eu me vi e onde os meus olhos fechei
Ao que restava de mim
Lá, onde o céu é mais azul
Onde o rio corre pro mar
Onde o mar parece o fim
E não é...
Lá, onde um dia vou voltar
Ser o rio e ser o mar
Recomeçar
E viver
ROMANCE ESTELAR
* musicada por Eduardo Franco
Anoiteceu
E a noite teima em lembrar
Histórias a se perder
Delírios a se ganhar
Que existem pra nos fazer
A cor da vida aprender e
Apaixonar
Ninguém perdeu
O brilho ficou no ar
Segredo posto no céu
Estrela solta no mar
Perdidos, eu e você
Não resta nada a fazer
Que se encontrar
E quem dirá
O que fazer ao luar
Tempos depois?
Quem viverá
Outro romance estelar
Senão nós dois?
Ver, rever
Ter, se dar
É só querer...
Você e eu
E o mundo azul a girar
Vencer o medo e perder
O medo de se achar
A vida vive a vingar
Ela só manda dizer
Que vai voltar...
Ninguém morreu
Não há partida ou cais
Nem despedida, talvez
Ou esperança fugaz
Pois nada há de valer
A dor maior que é a de ver
Você chorar
Anoiteceu
E a noite teima em lembrar
Histórias a se perder
Delírios a se ganhar
Que existem pra nos fazer
A cor da vida aprender e
Apaixonar
Ninguém perdeu
O brilho ficou no ar
Segredo posto no céu
Estrela solta no mar
Perdidos, eu e você
Não resta nada a fazer
Que se encontrar
E quem dirá
O que fazer ao luar
Tempos depois?
Quem viverá
Outro romance estelar
Senão nós dois?
Ver, rever
Ter, se dar
É só querer...
Você e eu
E o mundo azul a girar
Vencer o medo e perder
O medo de se achar
A vida vive a vingar
Ela só manda dizer
Que vai voltar...
Ninguém morreu
Não há partida ou cais
Nem despedida, talvez
Ou esperança fugaz
Pois nada há de valer
A dor maior que é a de ver
Você chorar
O HOMEM DA VIOLA E A VIOLA DO HOMEM
EDUARDO FRANCO - O HOMEM DA VIOLA E A VIOLA DO HOMEM (Eduardo Franco - Gilvandro Filho) by gilvandrofilho
* Musicada por Eduardo Franco
A noite canta
Acompanhadada de um viola
O verso espanta
A dor da vida, a vida na sacola
O homem segue
O seu caminho incerto sob a lua
A brisa breve
Sopra de leve uma esperança nua
A noite avisa
Que a saudade vez em quando bate
Não ameniza
Se dor e o riso brigam dá empate
Na madrugada
Vida renasce nas cordas do pinho
Nova jornada
O homem sonha em encontrar seu ninho
A vida segue e escorre pelos dedos
Qual passarinho que não quer gaiola
A vida canta e conta os seus segredos
Se a noite morre ao som de uma viola
Cordas de aço
O violão é firme feito espada
E num abraço
Agora é o corpo da mulher amada
No desafio
O pinho solta cantos de vitória
Beira do rio
E o som repete uma nova história
Não há tristeza
Nem pensamentos que mais nos consomem
Tanta grandeza
Que canta ao vento a viola do homem
A natureza
Mostra o caminho e o verso cantarola
É só beleza
Quando se abraçam o homem e a viola
A vida segue e escorre pelos dedos
Qual passarinho que não quer gaiola
A vida canta e conta os seus segredos
Se o dia nasce ao som de uma viola
* Musicada por Eduardo Franco
A noite canta
Acompanhadada de um viola
O verso espanta
A dor da vida, a vida na sacola
O homem segue
O seu caminho incerto sob a lua
A brisa breve
Sopra de leve uma esperança nua
A noite avisa
Que a saudade vez em quando bate
Não ameniza
Se dor e o riso brigam dá empate
Na madrugada
Vida renasce nas cordas do pinho
Nova jornada
O homem sonha em encontrar seu ninho
A vida segue e escorre pelos dedos
Qual passarinho que não quer gaiola
A vida canta e conta os seus segredos
Se a noite morre ao som de uma viola
Cordas de aço
O violão é firme feito espada
E num abraço
Agora é o corpo da mulher amada
No desafio
O pinho solta cantos de vitória
Beira do rio
E o som repete uma nova história
Não há tristeza
Nem pensamentos que mais nos consomem
Tanta grandeza
Que canta ao vento a viola do homem
A natureza
Mostra o caminho e o verso cantarola
É só beleza
Quando se abraçam o homem e a viola
A vida segue e escorre pelos dedos
Qual passarinho que não quer gaiola
A vida canta e conta os seus segredos
Se o dia nasce ao som de uma viola
LUA DO CAPIBARIBE
TAVITO - LUA DO CAPIBARIBE (Tavito - Gilvandro Filho) by gilvandrofilho
* musicada por Tavito
Joguei uma pedra, vôo rasante na flor d'água
Pra ver as ondas se formando à luz da lua
Era uma noite iluminada pela calma
E um silêncio transformava em paz a rua
Um vento morno se chegou num assobio
Me segredou coisas que eu nem imaginava
Falou daquela que flutuava sobre o rio
Que sobre aquele leito manso navegava
A lua traça com seus raios o caminho
O rio inova com seu beijo cada margem
Teu beijo faz comigo o que faz o rio
Renova o peito, a alma, o corpo e a paisagem
Eu não sabia do que o vento me falava
Se era de ti, senhora e dona do meu leito
Ou se da lua, que em outro leito deslizava
Como deslizas pra desaguar no meu peito
Como as estrelas se dão bem com teus cabelos
A lua brilha porque é dom da natureza
Abriga os sonhadores com seu zelo
Feito os teus olhos que refletem a beleza
E o rio segue o seu caminho e desafio
E eu segui aproveitando a paz da rua
A lua continuou brilhando sobre o rio
E eu continuei a te mirar na luz da lua
* musicada por Tavito
Joguei uma pedra, vôo rasante na flor d'água
Pra ver as ondas se formando à luz da lua
Era uma noite iluminada pela calma
E um silêncio transformava em paz a rua
Um vento morno se chegou num assobio
Me segredou coisas que eu nem imaginava
Falou daquela que flutuava sobre o rio
Que sobre aquele leito manso navegava
A lua traça com seus raios o caminho
O rio inova com seu beijo cada margem
Teu beijo faz comigo o que faz o rio
Renova o peito, a alma, o corpo e a paisagem
Eu não sabia do que o vento me falava
Se era de ti, senhora e dona do meu leito
Ou se da lua, que em outro leito deslizava
Como deslizas pra desaguar no meu peito
Como as estrelas se dão bem com teus cabelos
A lua brilha porque é dom da natureza
Abriga os sonhadores com seu zelo
Feito os teus olhos que refletem a beleza
E o rio segue o seu caminho e desafio
E eu segui aproveitando a paz da rua
A lua continuou brilhando sobre o rio
E eu continuei a te mirar na luz da lua
PRA QUE A VIDA ACONTEÇA
* musicada por Tavito
Ouvir de novo
Uma moda assim tão viva
Que faz a alma cativa
Mas liberta o coração
Cantar de novo
É viver por duas vezes
Não importam dias, meses
O que vale é a canção
Sentir de novo
É seguir a melodia
Uma lua em pleno dia
Uma noite de sol
Nascer de novo
Enfrentar o desafio
Navegar um novo rio
E fingir-se de farol
Tentar de novo
Abraçar a esperança
Convidá-la para a dança
Num salão à beira-mar
Amar de novo
Sem ter medo do que mata
Ser da lua a serenata
Pelo gosto de cantar
Fazer de novo
Com o risco do errado
Sem a sombra do passado
A flutuar sobre a cabeça
Viver de novo
Desenhar outro caminho
Encontrar, de novo, o ninho
Pra que a vida aconteça
MEU RECADO (E QUER SABER?)
SONEKKA - MEU RECADO (Sonekka - Gilvandro Filho) by gilvandrofilho
* musicada por Sonekka
Eu não lhe telefonei
O meu tempo não perdi
Nem lhe ouvi, não tem porque
E quer saber?
Nem deu tempo pra tristeza
E eu lembrei que gentileza
Não combina com você
E se alguém lhe perguntar
Diga que nunca me viu
Se estou bem ou se morri
E quer saber?
Já cansou minha beleza
E é da minha natureza
Não velar defunto ruim
Agora mesmo
Que o amor bateu-me a porta
Eu abri, deixei entrar
Não vou viver
Cultivando idéia torta
Que me impede de amar
Dificilmente
Vai ser feliz nessa vida
Quem rega tanto rancor
É sempre assim
Quem lamenta hora perdida
Não tem tempo para o amor
Eu vim de onde vem você
Eu vou pra onde você vai
O final é sempre igual
E quer saber?
Essa vida não perdoa
Quem não vive numa boa
Quem espalha tanto mal
Do jeito que a coisa vai
Qual dia a maré vem
Tudo volta, não se esqueça
E quer saber?
O mundo não abre espaço
A quem deixa que o fracasso
Lhe suba tanto à cabeça
* musicada por Sonekka
Eu não lhe telefonei
O meu tempo não perdi
Nem lhe ouvi, não tem porque
E quer saber?
Nem deu tempo pra tristeza
E eu lembrei que gentileza
Não combina com você
E se alguém lhe perguntar
Diga que nunca me viu
Se estou bem ou se morri
E quer saber?
Já cansou minha beleza
E é da minha natureza
Não velar defunto ruim
Agora mesmo
Que o amor bateu-me a porta
Eu abri, deixei entrar
Não vou viver
Cultivando idéia torta
Que me impede de amar
Dificilmente
Vai ser feliz nessa vida
Quem rega tanto rancor
É sempre assim
Quem lamenta hora perdida
Não tem tempo para o amor
Eu vim de onde vem você
Eu vou pra onde você vai
O final é sempre igual
E quer saber?
Essa vida não perdoa
Quem não vive numa boa
Quem espalha tanto mal
Do jeito que a coisa vai
Qual dia a maré vem
Tudo volta, não se esqueça
E quer saber?
O mundo não abre espaço
A quem deixa que o fracasso
Lhe suba tanto à cabeça
JORNAL DAS DEZ
* musicada por Sonekka
No vídeo: animação da Panzer, SP (Daniel Scofano e Criz Silva)
Essa noite fez um barulho danado
Foi no edifício do lado
Um homem subiu no teto e gritou
Dizendo dessa vez ir embora
E que já estava na hora
De enterrar de vez aquela dor
Foi grande o tumulto do lado de fora
Ninguém ia perder agora
Reality Show na Rua da Alegria
Um desistiu logo da novela
O outro foi ver pela janela
O espetáculo da melancolia
Não sei de onde surgiu tanta gente
Mas a rua encheu de repente
Parecia até dia de carnaval
A sorte é que não estava chovendo
Apenas mais um homem sofrendo
Mas ninguém quis saber de que mal
A vida não é só do tamanho da tela
É muito mais do que uma novela
São mais complicados os papéis
A dor do outros sempre dá ibope
O desespero que vem a galope
É mais um furo pro jornal das dez
A televisão fez-se logo presente
Cobrindo tudo freneticamente
Com apuro e qualidade total
A moça ajeitou o cabelo
E o câmera com todo zelo
Uma matéria com padrão global
Cambista não havia por perto
Era jogo de portão aberto
Estava ali pra quem quisesse olhar
De olho numa grande audiência
A moça pediu paciência
- Parece, agora, ele resolveu saltar!
Até que amanhã, o jornal, atrasado
Vai repertir que o coitado
Foi resgatado por um anjo salvador
E todos terão seus minutos de fama
Pois antes de mais um fim de semana
A vida vai gerar outro ator
A vida não é só do tamanho da tela
É muito mais do que uma novela
São mais complicados os papéis
A dor do outros sempre dá ibope
O desespero que vem a galope
É mais um furo pro jornal das dez
No vídeo: animação da Panzer, SP (Daniel Scofano e Criz Silva)
Essa noite fez um barulho danado
Foi no edifício do lado
Um homem subiu no teto e gritou
Dizendo dessa vez ir embora
E que já estava na hora
De enterrar de vez aquela dor
Foi grande o tumulto do lado de fora
Ninguém ia perder agora
Reality Show na Rua da Alegria
Um desistiu logo da novela
O outro foi ver pela janela
O espetáculo da melancolia
Não sei de onde surgiu tanta gente
Mas a rua encheu de repente
Parecia até dia de carnaval
A sorte é que não estava chovendo
Apenas mais um homem sofrendo
Mas ninguém quis saber de que mal
A vida não é só do tamanho da tela
É muito mais do que uma novela
São mais complicados os papéis
A dor do outros sempre dá ibope
O desespero que vem a galope
É mais um furo pro jornal das dez
A televisão fez-se logo presente
Cobrindo tudo freneticamente
Com apuro e qualidade total
A moça ajeitou o cabelo
E o câmera com todo zelo
Uma matéria com padrão global
Cambista não havia por perto
Era jogo de portão aberto
Estava ali pra quem quisesse olhar
De olho numa grande audiência
A moça pediu paciência
- Parece, agora, ele resolveu saltar!
Até que amanhã, o jornal, atrasado
Vai repertir que o coitado
Foi resgatado por um anjo salvador
E todos terão seus minutos de fama
Pois antes de mais um fim de semana
A vida vai gerar outro ator
A vida não é só do tamanho da tela
É muito mais do que uma novela
São mais complicados os papéis
A dor do outros sempre dá ibope
O desespero que vem a galope
É mais um furo pro jornal das dez
DESVARIO
* musicada por Sonekka
Eu tanto que esperei
Você não veio
Fiz tudo o que podia
E você não veio
Com flores do jardim
E fronhas de cetim
Tudo eu arrumei
Com carinho e zelo
Eu que me preparei
Achei um meio
De esperar por você
E em dia cheio
Larguei trabalho, enfim
Um chefe de pantim
Cuidei até de mim
Fiz barba e fiz cabelo
Como se fosse primavera
Floresci, reguei o dia
Guardei um verso e uma canção
Tudo em perfeita harmonia
E o que restou de tanta espera
E de tanto desvario
Foi numa taça o vinho quente
E um prato de comida, frio
Na hora que eu sonhei
Você não veio
Voltou e eu nem notei
Aquele e-mail
A tarde então perdi
Anoiteceu ali
Ninguém aqui para ver
Meu desmantelo
Esqueci de me lembrar
No aperreio
Naquela outra vez
Você não veio
No entanto, insisti
Não quis ter dó de mim
E nem encarei meu fim
Melhor não vê-lo
Como se fosse primavera
Floresci, reguei o dia
Guardei um verso e uma canção
Tudo em perfeita harmonia
E o que restou de tanta espera
E de tanto desvario
Foi numa taça o vinho quente
E um prato de comida, frio
Eu tanto que esperei
Você não veio
Fiz tudo o que podia
E você não veio
Com flores do jardim
E fronhas de cetim
Tudo eu arrumei
Com carinho e zelo
Eu que me preparei
Achei um meio
De esperar por você
E em dia cheio
Larguei trabalho, enfim
Um chefe de pantim
Cuidei até de mim
Fiz barba e fiz cabelo
Como se fosse primavera
Floresci, reguei o dia
Guardei um verso e uma canção
Tudo em perfeita harmonia
E o que restou de tanta espera
E de tanto desvario
Foi numa taça o vinho quente
E um prato de comida, frio
Na hora que eu sonhei
Você não veio
Voltou e eu nem notei
Aquele e-mail
A tarde então perdi
Anoiteceu ali
Ninguém aqui para ver
Meu desmantelo
Esqueci de me lembrar
No aperreio
Naquela outra vez
Você não veio
No entanto, insisti
Não quis ter dó de mim
E nem encarei meu fim
Melhor não vê-lo
Como se fosse primavera
Floresci, reguei o dia
Guardei um verso e uma canção
Tudo em perfeita harmonia
E o que restou de tanta espera
E de tanto desvario
Foi numa taça o vinho quente
E um prato de comida, frio
CIRANDA DE DOMINGO
*musicada por Adryana BB
Eu vou guardar
Pra você a flor primeira
Me deu na telha
Meu amor, de lhe esperar
Com sol ou chuva
Vou pedir à padroeira
Que me guarde a derradeira
Hora de lhe avistar
No meu canteiro
Brotou rosa e espinho
Mas, seu carinho
Ainda estou a esperar
Já fiz promessa
Agüei e arei a terra
Minha vida não encerra
Se eu não lhe encontrar
Hoje é domingo
O jardim está florindo
E o sol sumindo
Pede para eu lhe avisar
Que não me esqueça
Nem na hora da partida
Cirandou na minha vida
Só pra ver você ficar
A estrela guia
Trouxe canto da esperança
Entrei na dança
Com vontade de dançar
Se pede eu fico
No meu peito você manda
Fiz até essa ciranda
Pra você não me deixar
Eu vou guardar
Pra você a flor primeira
Me deu na telha
Meu amor, de lhe esperar
Com sol ou chuva
Vou pedir à padroeira
Que me guarde a derradeira
Hora de lhe avistar
No meu canteiro
Brotou rosa e espinho
Mas, seu carinho
Ainda estou a esperar
Já fiz promessa
Agüei e arei a terra
Minha vida não encerra
Se eu não lhe encontrar
Hoje é domingo
O jardim está florindo
E o sol sumindo
Pede para eu lhe avisar
Que não me esqueça
Nem na hora da partida
Cirandou na minha vida
Só pra ver você ficar
A estrela guia
Trouxe canto da esperança
Entrei na dança
Com vontade de dançar
Se pede eu fico
No meu peito você manda
Fiz até essa ciranda
Pra você não me deixar
SAUDADE
* musicada por Adryana BB
Saudade
É tormenta, é calmaria
É tristeza e alegria
Tudo num mesmo penar
É um bonde
Que aparecem a cada curva
E deixa a vista turva
E o peito a sufocar
Saudade
Que tem sabor e cheiro
Que domina o corpo inteiro
Que não pára por parar
É um rio
Que inunda o oceano
Mudas as marés de plano
Chuva pra gente chorar
Ê saudade que veio em mim morar
É um gosto que chega e não quer passar
A saudade viver em seu próprio exílio
Um adeus no brilho do teu olhar
Saudade
É a partida de um filho
É um trem fora do trilho
Ninguém sabe onde vai dar
E a Saudade
Quando vem acerta em cheio
Nos abre peito ao meio
É flor que pode matar
BONITA
* musicada por Adryana BB
Foi só os teus olhos nos meus
Para eu me acostumar
Um minuto é o bastante
Um simples instante
Um clarão de luar
Doce razão de viver
Teus olhos mirar
Bonita
É a luz que me irradia
E me faz a cada dia te buscar
Bonita
É a forma como a lua
Se anuncia através do teu olhar
Bonita
É a canção que bem dita
A poesia quase aflita do luar
Bonita
É como a vida fica
Cada vez que você vem me olhar
Foi só os teus olhos nos meus
Para eu me acostumar
Um minuto é o bastante
Um simples instante
Um clarão de luar
Doce razão de viver
Teus olhos mirar
Bonita
É a luz que me irradia
E me faz a cada dia te buscar
Bonita
É a forma como a lua
Se anuncia através do teu olhar
Bonita
É a canção que bem dita
A poesia quase aflita do luar
Bonita
É como a vida fica
Cada vez que você vem me olhar
ATÔNITO
* musicada por Apá Silvino
Adormecer ao teu lado foi pura mágica
Até porque há muito eu só te via em símbolos
Tentei chegar a ti, mas só andei sonâmbulo
Até que resolvi deixar correr o pêndulo
Sentei perto da porta e me mantive plácido
Bebi da chuva fria que caía a cântaros
Imaginei sentir tua presença sólida
Mas só guardei nas mãos uma tristeza líquida
Pedi um abraço teu e recebi, atônito
Um beijo doce vindo de uma boca tépica
E continuei vagando no meu sonho ilógico
Que foi te amar de forma totalmente inédita
Agradeci a todos os meus bárbaros
Jurei pagar com juros todos os meus dízimos
Eu não acreditei que algo tão insólito
Estava acontecendo de maneira atípica
Teu vulto transformado em carne e sexo explícito
Até que o sonho terminou, foi rápido
Já estava amanhecendo e eu me encontrei estático
Tentando me agarrar de uma maneira tímida
Ao nada que restava de uma noite tórrida
Ao que imaginei ser a verdade límpida
Pior foi acordar e ver teu rosto cândido
Que do porta-retratos me sorriu, tão cínica
Como se perguntasse de maneira hipócrita
Como estava eu depois de algo tão fantástico
Só fiz lavar o rosto e recolher a mágica
Na hora do café quis algo mais etílico
Adormecer ao teu lado foi pura mágica
Até porque há muito eu só te via em símbolos
Tentei chegar a ti, mas só andei sonâmbulo
Até que resolvi deixar correr o pêndulo
Sentei perto da porta e me mantive plácido
Bebi da chuva fria que caía a cântaros
Imaginei sentir tua presença sólida
Mas só guardei nas mãos uma tristeza líquida
Pedi um abraço teu e recebi, atônito
Um beijo doce vindo de uma boca tépica
E continuei vagando no meu sonho ilógico
Que foi te amar de forma totalmente inédita
Agradeci a todos os meus bárbaros
Jurei pagar com juros todos os meus dízimos
Eu não acreditei que algo tão insólito
Estava acontecendo de maneira atípica
Teu vulto transformado em carne e sexo explícito
Até que o sonho terminou, foi rápido
Já estava amanhecendo e eu me encontrei estático
Tentando me agarrar de uma maneira tímida
Ao nada que restava de uma noite tórrida
Ao que imaginei ser a verdade límpida
Pior foi acordar e ver teu rosto cândido
Que do porta-retratos me sorriu, tão cínica
Como se perguntasse de maneira hipócrita
Como estava eu depois de algo tão fantástico
Só fiz lavar o rosto e recolher a mágica
Na hora do café quis algo mais etílico
SINAL DE CAIS
* musicada por Apá Silvino
Nada existe que o perdão não cure
Ou que o coração não se desmanche
Ao ouvir uma canção que dure
Até o amor chegar
Sem ter o que provar
Sem gosto de revanche
Que o sofrimento não imprima
Marca que o tempo não apague
Quando, enfim, o peito desanima
Até sumir o olhar
Perdido em frente ao mar
Na onda que o afague
Eu pensei em mil noites perdidas
Eu jurei não repeti-las mais
Deixei escrito que não ia atrás
De dor antiga, ou de velhas feridas
Hoje eu quero descansar na praia
Revolver em todos os litorais
Uma vaga brisa, um sinal de cais
E esperar que o peito não me traia
...jamais
Nada existe que o perdão não cure
Ou que o coração não se desmanche
Ao ouvir uma canção que dure
Até o amor chegar
Que o sofrimento não imprima
Marca que o tempo não apague
Quando, enfim, o peito desanima
Até sumir o olhar
Sem ter o que provar
Sem gosto de revanche
Perdido em meio ao mar
Na onda que o afague
Eu pensei em mil noites perdidas
Eu jurei não repeti-las mais
Deixei escrito que não ia atrás
De dor antiga, ou de velhas feridas
Hoje eu quero descansar na praia
Revolver em todos os litorais
Uma vaga brisa, um sinal de cais
E esperar que o peito não me traia
...jamais
Nada existe que o perdão não cure
Ou que o coração não se desmanche
Ao ouvir uma canção que dure
Até o amor chegar
Sem ter o que provar
Sem gosto de revanche
Que o sofrimento não imprima
Marca que o tempo não apague
Quando, enfim, o peito desanima
Até sumir o olhar
Perdido em frente ao mar
Na onda que o afague
Eu pensei em mil noites perdidas
Eu jurei não repeti-las mais
Deixei escrito que não ia atrás
De dor antiga, ou de velhas feridas
Hoje eu quero descansar na praia
Revolver em todos os litorais
Uma vaga brisa, um sinal de cais
E esperar que o peito não me traia
...jamais
Nada existe que o perdão não cure
Ou que o coração não se desmanche
Ao ouvir uma canção que dure
Até o amor chegar
Que o sofrimento não imprima
Marca que o tempo não apague
Quando, enfim, o peito desanima
Até sumir o olhar
Sem ter o que provar
Sem gosto de revanche
Perdido em meio ao mar
Na onda que o afague
Eu pensei em mil noites perdidas
Eu jurei não repeti-las mais
Deixei escrito que não ia atrás
De dor antiga, ou de velhas feridas
Hoje eu quero descansar na praia
Revolver em todos os litorais
Uma vaga brisa, um sinal de cais
E esperar que o peito não me traia
...jamais
JANELA ABERTA
* musicada por Apá Silvino
Que som é esse
Que vem do porto da barra
Que chega nas mãos do vento
E brota através do mar
Que vento é esse
Que me traz essa cantiga
Parece uma voz amiga
Que não cansa de cantar
Eu apenas abri a janela
E deixe a vida entrar
Eu apenas abri a janela
E deixei a vida entrar
Que tom é esse
Que azula o meio-dia
Que me pede poesia
E me impede de falar
Que acorde é esse
Que instrumento tocaria
Que constrói a melodia
E faz o meu peito pulsar
Eu apenas abri a janela
E deixe a vida entrar
Eu apenas abri a janela
E deixei a vida entrar
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