* musicada por Eduardo Franco
Dia desses, madrugada
Conversando com seus males
O poeta solitário
Recobrou a energia
Relevou os seus pesares
E antigas escaladas
Fez do sonho travesseiro
Se cobriu com a euforia
E de lá do seu castelo
Construído em pedra fria
Perguntou a quem passava
Por quem ele nem mais via
Procurou mares afora
Amansou tais ventanias
Ao encontro de um poema
Ao sabor da maresia
Ele aos poucos retomava
A busca pela alegria
Nesse novo reencontro
Do poeta e seu caminho
Sentiu que havia mudado
E não estava mais sozinho
Foi uma conversa amena
Com as suas cicatrizes
Desejaram-se boa sorte
Rogaram-se dias felizes.
Pôde então seguir adiante
Havia deixado raízes
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