* musicada por Apá Silvino
Pela ida e pela volta, esperança
Pela oportunidade dessa dança
Pelo pano que caiu depois da peça
Por não ter mais o porquê de fingir nada
Pelo porre que curti de madrugada
Por aquilo que não morre e recomeça
Te devo essa...
Te devo essa...
Por eu ter agora os olhos bem abertos
Por saber com quem contar, quem ter por perto
Pela brisa verdadeira que não cessa
Pela volta dos amigos verdadeiros
Pela dor dos sentimentos companheiros
Por tornar-me imune a qualquer promessa
Te devo essa...
Te devo essa...
E por não mais aceitar qualquer carinho
Por saber da água e por saber do vinho
Por sentir que o verso é morto pela pressa
Ah, te devo essa...
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
DIA DE LUA
* musicada por Apá Silvino
Hoje anoiteceu mais cedo
Venci meus medos, corri pra janela
Uma noite assim, tão clara
Minha canção embala
Na lembrança dela
Hoje não é qualquer dia
Minha alegria tem explicação
Hoje faço a minha festa
Cantando seresta
Com o meu violão
Cheia de tanta beleza
Ela é a natureza
Quando quer brilhar
Branca de todas as cores
Revigora as flores
E conduz o mar
Nova, a timidez esconde
Mas eu sei onde
Posso lhe rever
Cresce e o meu peito invade
Quando dá saudade
Do meu bem querer
Ela é sempre a mesma lua
Soberana e nua, sem nenhum pudor
Mãe de todas as estrelas
Sem ser uma delas
Não lhes nega amor
Oferece generosa
Ao verso e à prosa a sua inspiração
Hoje a noite é diferente
Pra quem vive e sente
Com o coração
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
VELAS
* musicada por Eduardo Franco
Barcos que vão pro mar
Velas em mim
Sonhos que vão singrar
O azul sem fim
Tanta paixão assim
Transbordaria o mar
Tanto...
... tempo pra entender
Que a volta dos barcos
São restos de mim
São ventos de março
Verdes estações
Tempo de esperança
De navegar por aí
Velas se abrindo ao mar
Barcos de mim
São dois caminhos de sol
Água e jardim
E o vento vem soprar
Canções que o mar ditou
Tanto...
... pra se descobrir
Vida e ventania
Mote pra viver
Noite virar dia
Manso temporal
Forte calmaria:
Eu a esperar por você
Barcos que vão pro mar
Velas em mim
Sonhos que vão singrar
O azul sem fim
Tanta paixão assim
Transbordaria o mar
Tanto...
... tempo pra entender
Que a volta dos barcos
São restos de mim
São ventos de março
Verdes estações
Tempo de esperança
De navegar por aí
Velas se abrindo ao mar
Barcos de mim
São dois caminhos de sol
Água e jardim
E o vento vem soprar
Canções que o mar ditou
Tanto...
... pra se descobrir
Vida e ventania
Mote pra viver
Noite virar dia
Manso temporal
Forte calmaria:
Eu a esperar por você
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
OUTRA CANÇÃO NO AR
* musicada por Eduardo Franco
Anoiteceu
Lembrei do som que invadia o ar
Que encantava o mar
Que fez a vida acontecer
E até o vento
Se fez canção pra me soprar
Aconteceu
De eu ter que ter nas mãos de novo o dom
De refazer a cor
Até redescobrir o som
E vir cantar
O que, no fundo, foi tão bom
Hoje é outro dia
Hoje é noite por aqui
Resta a harmonia
A canção resiste ao fim
Lua que alumia
Outro verso traz pra mim
Vento ou calmaria
Vão levar o verso a ti
Então se deu
No espaço o verso certo se espalhou
A música no ar
Que vai fazer meu coração
Sempre lembrar
Que sempre há tempo pra outra canção
Hoje é outro dia
Hoje é noite por aqui
Resta a harmonia
A canção resiste ao fim
Lua que alumia
Outro verso traz pra mim
Vento ou calmaria
Vão levar o verso a ti
Anoiteceu
Lembrei do som que invadia o ar
Que encantava o mar
Que fez a vida acontecer
E até o vento
Se fez canção pra me soprar
Aconteceu
De eu ter que ter nas mãos de novo o dom
De refazer a cor
Até redescobrir o som
E vir cantar
O que, no fundo, foi tão bom
Hoje é outro dia
Hoje é noite por aqui
Resta a harmonia
A canção resiste ao fim
Lua que alumia
Outro verso traz pra mim
Vento ou calmaria
Vão levar o verso a ti
Então se deu
No espaço o verso certo se espalhou
A música no ar
Que vai fazer meu coração
Sempre lembrar
Que sempre há tempo pra outra canção
Hoje é outro dia
Hoje é noite por aqui
Resta a harmonia
A canção resiste ao fim
Lua que alumia
Outro verso traz pra mim
Vento ou calmaria
Vão levar o verso a ti
SIMPLES DESEJOS
* Musicada por Eduardo Franco
Bastaria um dia sobre o mar
Para o meu barco a vela abrir
E o vento soprar forte e me levar
Até a porta dos teus mares
Queria ter somente o mar
Pra inundar minha alma pelos ares
Bastaria só o sol brilhar
E ameaçar-me as asas derreter
Para eu seguir e me deixar levar
De novo a todos os lugares
Queria ter o teu olhar
E todo o azul que contemplares
Bastaria um sopro teu e o mar
Que corre doce em minhas veias
Se abrir, vermelho, e enfim te aceitar
E anoitecer no azul em que deitares
Queria apenas o luar
E realizar tudo o que sonhares
Bastaria um dia sobre o mar
Para o meu barco a vela abrir
E o vento soprar forte e me levar
Até a porta dos teus mares
Queria ter somente o mar
Pra inundar minha alma pelos ares
Bastaria só o sol brilhar
E ameaçar-me as asas derreter
Para eu seguir e me deixar levar
De novo a todos os lugares
Queria ter o teu olhar
E todo o azul que contemplares
Bastaria um sopro teu e o mar
Que corre doce em minhas veias
Se abrir, vermelho, e enfim te aceitar
E anoitecer no azul em que deitares
Queria apenas o luar
E realizar tudo o que sonhares
terça-feira, 26 de agosto de 2008
ALGUÉM CANTOU PRA MIM
* musicada por Apá Silvino
Ontem à noite alguém cantou pra mim
Uma canção que eu não conhecia
Falava de paixão e do seu viço
Ficaram em mim o verso e a melodia
Era bonito, eu lembro apenas disso
Nas cordas de um violão de aço
Um dedilhar, divino parecia
A invadir meu peito submisso
Na madrugada veio a poesia
Era de amor, eu lembro apenas disso
E a emoção bailou no céu de estrelas
Não importava o frio que fazia
Um som no ar, feito feitiço
E a canção brotou com tal magia
Era de paz, eu lembro apenas disso
Amanheceu e aquele som no ar
E ela cantou uma canção assim
Uma canção qualquer, sem compromisso
Feito quem salva a alma no jardim
Foi pra mim, eu lembro apenas disso
Ontem à noite alguém cantou pra mim
Uma canção que eu não conhecia
Falava de paixão e do seu viço
Ficaram em mim o verso e a melodia
Era bonito, eu lembro apenas disso
Nas cordas de um violão de aço
Um dedilhar, divino parecia
A invadir meu peito submisso
Na madrugada veio a poesia
Era de amor, eu lembro apenas disso
E a emoção bailou no céu de estrelas
Não importava o frio que fazia
Um som no ar, feito feitiço
E a canção brotou com tal magia
Era de paz, eu lembro apenas disso
Amanheceu e aquele som no ar
E ela cantou uma canção assim
Uma canção qualquer, sem compromisso
Feito quem salva a alma no jardim
Foi pra mim, eu lembro apenas disso
SERÁ?
* Musicada por Apá Silvino
Será que esse dia vai chegar
Será que esse medo eu vou perder
E se não houver tempo de sonhar
Será que eu consigo lhe rever
Será que esse trem eu vou pegar
Será que amanhã vou renascer
E se eu não puder lhe abraçar
Será que, antes, eu não vou morrer
Será que o meu carinho vai servir
Será que a cabeça vai doer
E se a sua casa não se abrir
Será que nesse dia vai chover
Será que o mundo inteiro vai falar
Será que mesmo assim não vou ouvir
E se não houver música no ar
Será que essa barreira vai cair
Será que o sol vai ter que se esconder
Será que a noite logo vai chegar
E se eu não puder acontecer
Será que a hora certa é a de esperar
Será que eu consigo acertar
Será que, se eu errar, vou entender
E se eu não reconheço o seu olhar
Será que você vai me perceber
Será que na partida eu vou chorar
Será que uma canção eu vou parir
E se essa tempestade não molhar
Será que o edifício vai ruir
Será que eu não estou sendo, sem querer
Será que essas palavras vão calar
E se eu exagero ao lhe dizer
Será que eu tenho mesmo que falar
Será que o telefone vai tocar
Será que algum sinal vai se acender
E se você não se apaixonar
Será que ainda vou amar você
SOLITÁRIO FESTIVAL
* musicada por Apá Silvino
No canto da sala, acendeu suas velas
Rezou por melhores noites e dias
Pediu proteção ao santo que podia
Tirou do baú suas aquarelas
Na sua inocência pensou: "sou artista!"
Deixou num cantinho o medo do mundo
Calou num momento e repirou fundo
Deixou pela sala dezenas de pistas
A noite chegou e ele nem viu
A lua brilhar em seu quintal
Nem bem, nem mal, apenas ele
Solitário festival...
Não repercutiu a sua prosa mansa
Não houve qualquer sinal da assistência
Não desanimou, teve paciência
Sentiu que era dele o canto e dança
Pediu a si mesmo um pouco de calma
Um gole de vinho, outro de coragem
Ao redor de si fechou a viagem
Apagou as velas, beijou sua alma
A noite chegou e ele nem viu
A lua brilhar em seu quintal
Nem bem, nem mal, apenas ele
Sólitário festival...
Já era manhã quando algo lhe disse
Que até o galo esqueceu de cantar
Jeito de regato e um pranto de mar
Pediu que a tristeza de leve saísse
Como num teatro, jurou que ouviu "bis"
Colheu duas rosas jogadas ao chão
Guardou o espetáculo em seu coração
E depois foi dormir muito mais feliz
No canto da sala, acendeu suas velas
Rezou por melhores noites e dias
Pediu proteção ao santo que podia
Tirou do baú suas aquarelas
Na sua inocência pensou: "sou artista!"
Deixou num cantinho o medo do mundo
Calou num momento e repirou fundo
Deixou pela sala dezenas de pistas
A noite chegou e ele nem viu
A lua brilhar em seu quintal
Nem bem, nem mal, apenas ele
Solitário festival...
Não repercutiu a sua prosa mansa
Não houve qualquer sinal da assistência
Não desanimou, teve paciência
Sentiu que era dele o canto e dança
Pediu a si mesmo um pouco de calma
Um gole de vinho, outro de coragem
Ao redor de si fechou a viagem
Apagou as velas, beijou sua alma
A noite chegou e ele nem viu
A lua brilhar em seu quintal
Nem bem, nem mal, apenas ele
Sólitário festival...
Já era manhã quando algo lhe disse
Que até o galo esqueceu de cantar
Jeito de regato e um pranto de mar
Pediu que a tristeza de leve saísse
Como num teatro, jurou que ouviu "bis"
Colheu duas rosas jogadas ao chão
Guardou o espetáculo em seu coração
E depois foi dormir muito mais feliz
SÓ RESTA SER
* musicada por Fernando Franco
De novo o grito rouco
Aos poucos consumindo
Nas noites
Indo
Tragando gotas de noites
De novo a mesma noite
A mesma coleção
De trastes
Retalhos
Frios
Velhos, sem valor
De novo a velha vontade de estar
De beber toda felicidade num bar
Pedir entre umas e outras
A mesma de tempos atrás
Tragar a fumaça que surge a mais
E se perder pelo caminho
Sozinho entre sonhos de bar
Varrer os cacos todos da alma
Deixar o que é como está...
De novo a velha pergunta
Sofrida, consumida:
O que fazer?
De novo a velha resposta
Batida, inibida:
É, so resta ser
De novo o grito rouco
Aos poucos consumindo
Nas noites
Indo
Tragando gotas de noites
De novo a mesma noite
A mesma coleção
De trastes
Retalhos
Frios
Velhos, sem valor
De novo a velha vontade de estar
De beber toda felicidade num bar
Pedir entre umas e outras
A mesma de tempos atrás
Tragar a fumaça que surge a mais
E se perder pelo caminho
Sozinho entre sonhos de bar
Varrer os cacos todos da alma
Deixar o que é como está...
De novo a velha pergunta
Sofrida, consumida:
O que fazer?
De novo a velha resposta
Batida, inibida:
É, so resta ser
APENAS UMA CANÇÃO PRA ELA
* musicada por Fernando Franco
E o dia nem chegou
E eu nem me arrependi
De tudo o que guardei
E nem sofri, e nem chorei
Quando tudo terminou
Nem mesmo olhei pra trás
Apenas disse não
Apenas resisti
A tudo o que o coração mandava
E nada mais
E o coração nem cansou
E a mente nada sentiu
De tanto que eu falei
Desisti de me esquecer
O telefone nem tocou
E talvez nem toque mais
Apenas disse não
Apenas reagi
A tudo o que ficou e me incomoda
E nada mais
E o dia nem chegou
E eu nem me arrependi
De tudo o que guardei
E nem sofri, e nem chorei
Quando tudo terminou
Nem mesmo olhei pra trás
Apenas disse não
Apenas resisti
A tudo o que o coração mandava
E nada mais
E o coração nem cansou
E a mente nada sentiu
De tanto que eu falei
Desisti de me esquecer
O telefone nem tocou
E talvez nem toque mais
Apenas disse não
Apenas reagi
A tudo o que ficou e me incomoda
E nada mais
MAR E LUA
EDUARDO FRANCO - MAR E LUA (Eduardo Franco - Gilvandro Filho) by gilvandrofilho
* musicada por Eduardo Franco
O mar chegou-se primeiro
Com o seu jeito de criança
Trouxe o verde da esperança
E o verso sobre o canteiro
Varreu a praia deserta
Pegadas no pensamento
Assobiou com o vento
Fez ondas na hora certa
Fim do dia inesperado
E a lua chegou, menina
Brilhou na noite junina
Clarão no céu estrelado
Cantou uma doce cantiga
Histórias do meu passado
Chegou e fez seu reinado
Brilhou com sua luz amiga
São duas razões de vida
Que guardam meus sentimentos
Justificam meus momentos
Me guiam em noites perdidas
O mar reflete o seu brilho
Me enxuga os olhos vermelhos
A lua brinca no espelho
Quando eu me transformo em filho
* musicada por Eduardo Franco
O mar chegou-se primeiro
Com o seu jeito de criança
Trouxe o verde da esperança
E o verso sobre o canteiro
Varreu a praia deserta
Pegadas no pensamento
Assobiou com o vento
Fez ondas na hora certa
Fim do dia inesperado
E a lua chegou, menina
Brilhou na noite junina
Clarão no céu estrelado
Cantou uma doce cantiga
Histórias do meu passado
Chegou e fez seu reinado
Brilhou com sua luz amiga
São duas razões de vida
Que guardam meus sentimentos
Justificam meus momentos
Me guiam em noites perdidas
O mar reflete o seu brilho
Me enxuga os olhos vermelhos
A lua brinca no espelho
Quando eu me transformo em filho
QUATRO CANTOS DA JANELA
* musicada por Eduardo Franco
De novo construir
Viver o dom de prosseguir
Erguer cada parede, cada canto
O quarto de dormir
A luz perfeita pra se ler
E a rede na varanda a esperar o sol nascer
Viver é se mudar
A cada novo amanhecer
Nascer é celebrar o novo dia
Na sala, a mesa pronta
A se contar o que se fez
E um violão que espera, paciente, a sua vez
Vida na sacada
Quatro cantos da janela
Digo que já vou
Mas a vontade é de ficar
Som de ir embora
Embala a vida que me espera
Pois o meu amor
Me segue aonde quer que eu vá
Cantar sem esquecer
De que na vida tudo passa
Mudar é o que nos faz seguir vivendo
E a casa que se muda
É a vida nova que se fez
É o ato aventureiro de nascer mais uma vez
domingo, 24 de agosto de 2008
DOR E EUFORIA
* musicada por Sonekka
Eu sou o exemplo pronto e acabado
De que não sou exemplo pra ninguém
Que, vivo ou morto, ando lado a lado
Com as minhas dúvidas. Quem não as têm?
Eu sou o resto que será começo
Se a noite chega pro dia nascer
Sou a lembrança de tudo o que esqueço
Eu sou o cego que insiste em ver
E sou a figurinha carimbada
Do velho album que não preenchi
O velho tênis e a meia furada
Que nem calcei, mas saí por aí
Eu sou o velho que de tão menino
Brinca de pega na porta do asilo
Eu, de tão grande, sou tão pequenino
Braço direito que em vão mutilo
O seresteiro que não toca nada
O cantador que chega e desafina
Aventureiro perdido na estrada
O instrumento que grita em surdina
O passarinho que devora o gato
A tempestade que serve de guia
Mar que desagua no mesmo regato
Dor que, de tão grande, beira a euforia
Eu sou o exemplo pronto e acabado
De que não sou exemplo pra ninguém
Que, vivo ou morto, ando lado a lado
Com as minhas dúvidas. Quem não as têm?
Eu sou o resto que será começo
Se a noite chega pro dia nascer
Sou a lembrança de tudo o que esqueço
Eu sou o cego que insiste em ver
E sou a figurinha carimbada
Do velho album que não preenchi
O velho tênis e a meia furada
Que nem calcei, mas saí por aí
Eu sou o velho que de tão menino
Brinca de pega na porta do asilo
Eu, de tão grande, sou tão pequenino
Braço direito que em vão mutilo
O seresteiro que não toca nada
O cantador que chega e desafina
Aventureiro perdido na estrada
O instrumento que grita em surdina
O passarinho que devora o gato
A tempestade que serve de guia
Mar que desagua no mesmo regato
Dor que, de tão grande, beira a euforia
FALA DE MIM
* musicada por Sonekka
Fala de mim
Como quem fala de si mesmo
Cobra atenção
Perdão, carinho a esmo
Desilusão de quem não ama...
Fala de mim
Mas não me chama
E pensa que é mesmo assim...
Fala de mim
Esquece o quanto foi preciso
Abrir a mão
Então, conter o risso
Na frente de quem hoje chora...
Modera o tom
E vai embora
Pensando que tudo é muito bom...
Canta pra mim
Mas em silência ataca
Pede por mim
Mas sempre esconde a faca
A mesma que vai lacerar meu coração...
Mente pra mim
Quando diz que me ama
Quando de mim
Se lembra só na cama
Bebe o meu sangue e vem comer meu pão.
Fala de mim
Como quem fala de si mesmo
Cobra atenção
Perdão, carinho a esmo
Desilusão de quem não ama...
Fala de mim
Mas não me chama
E pensa que é mesmo assim...
Fala de mim
Esquece o quanto foi preciso
Abrir a mão
Então, conter o risso
Na frente de quem hoje chora...
Modera o tom
E vai embora
Pensando que tudo é muito bom...
Canta pra mim
Mas em silência ataca
Pede por mim
Mas sempre esconde a faca
A mesma que vai lacerar meu coração...
Mente pra mim
Quando diz que me ama
Quando de mim
Se lembra só na cama
Bebe o meu sangue e vem comer meu pão.
O QUE VIRÁ
* musicada por Apá Silvino
Um céu azul ameaçou me cobrir
E um vento bom começou a soprar
E essa luz que eu nem sempre compreendi
Onde ela vai me levar
Aquela estrela eu vi piscar pra mim
Ou era então um flerte com o luar
Até a chuva mansa resolveu cair
Pelo prazer de me molhar
Foi de manhã que o sol se derramou
E um encantamento azul se estendeu no mar
Pra receber o que virá
Pra receber
Tudo que vai me esperar
Pra que tentar saber tanto porque
Melhor cantar até anoitecer
Pergunte ao mar e ele vai dizer
Que sempre existe estrela para sonhar
Talvez no céu, talvez no mar
Qualquer estrela existe para brilhar
Talvez no céu, talvez no mar
Qualquer estrela só existe para brilhar
SALVE A LOUCA DA PRAÇA
SONEKKA - SALVE A LOUCA DA PRAÇA (Sonekka - Gilvandro Filho) by gilvandrofilho
* musicada por Sonekka
Salve a massa, salve a praça
Onde a encontrei descalça
Salve a moça, salve a poça
De água fria onde brincava
Onde eu me esbaldava
Onde ela nem ligava
Pra mim...
Salve a vida, salve a lida
Tanta sensação perdida
Salve o gesto, salve o resto
Do pecado e da paixão
Sua mão na minha mão
Seu peito em meu coração
Assim...
Salve a festa, salve a louca
De depois beijou-me na boca
Que me sufocou na praça
Num domingo de verão
Salve a linda, salve Olinda
Tanto tempo faz e ainda
Não me esqueci dela não
* musicada por Sonekka
Salve a massa, salve a praça
Onde a encontrei descalça
Salve a moça, salve a poça
De água fria onde brincava
Onde eu me esbaldava
Onde ela nem ligava
Pra mim...
Salve a vida, salve a lida
Tanta sensação perdida
Salve o gesto, salve o resto
Do pecado e da paixão
Sua mão na minha mão
Seu peito em meu coração
Assim...
Salve a festa, salve a louca
De depois beijou-me na boca
Que me sufocou na praça
Num domingo de verão
Salve a linda, salve Olinda
Tanto tempo faz e ainda
Não me esqueci dela não
TRANQÜILO
* musicada por Fernando Franco
Cai em mim a noite
Fria feito aço
Quente feito um beijo
Grande feito o mar
Acende-se o desejo
Dolorido e denso
No que traço e penso
No que meço e passo
A todo instante
Forte feito um abraço
Altivo qual mirante
É o tempo
Que aponta o caminho
Encabulado e triste
Ao vento que resiste
Ao encontro das estrelas
Na palavra exata
Resumida
Na dor que gera vida
O que nos intimida
E o medo de perdê-las
Navego tranqüilo
E não desisto
Antes viver isto
Que naufragar naquilo
A naufragar
Antes viver
E não não desisto
Navego
Tranqüilo
Cai em mim a noite
Fria feito aço
Quente feito um beijo
Grande feito o mar
Acende-se o desejo
Dolorido e denso
No que traço e penso
No que meço e passo
A todo instante
Forte feito um abraço
Altivo qual mirante
É o tempo
Que aponta o caminho
Encabulado e triste
Ao vento que resiste
Ao encontro das estrelas
Na palavra exata
Resumida
Na dor que gera vida
O que nos intimida
E o medo de perdê-las
Navego tranqüilo
E não desisto
Antes viver isto
Que naufragar naquilo
A naufragar
Antes viver
E não não desisto
Navego
Tranqüilo
sábado, 23 de agosto de 2008
DUAS PALAVRAS
* musicada por Apá Silvino
Duas palavras
Podem traduzir quase tudo
Ditas ao nada
Podem resolver a questão
Monossilábicas
Pronunciadas baixinho
Feito um carinho
Saídas de um coração
Quase sussuros
É pra quem escuta o silêncio
E guarda lembranças
De sílabas ditas ao léu
Perdem sentido
Se pretendermos traduzi-las
Ou induzi-las
Querendo que assumam um papel
(Refrão)
Calo ou não
Escuto somento
Cato sementes
Eis a questão
Digo ou não digo
Apenas sugiro
Baixinho no ouvido
Do seu coração
Gritos pra nada
Gemidos suaves pra tudo
Deixo na boca
Apenas o que quis dizer
Palavra que lavra
O campo do seu sentimento
Breve momento
Entre se dar e receber
Uma poesia
Saída em plena madrugada
Escancarada
A porta do peito agradece
Gotas de sonho
Idéias latentes na noite
Beijam a fronte
E, então, o coração agradece
Duas palavras
Podem traduzir quase tudo
Ditas ao nada
Podem resolver a questão
Monossilábicas
Pronunciadas baixinho
Feito um carinho
Saídas de um coração
Quase sussuros
É pra quem escuta o silêncio
E guarda lembranças
De sílabas ditas ao léu
Perdem sentido
Se pretendermos traduzi-las
Ou induzi-las
Querendo que assumam um papel
(Refrão)
Calo ou não
Escuto somento
Cato sementes
Eis a questão
Digo ou não digo
Apenas sugiro
Baixinho no ouvido
Do seu coração
Gritos pra nada
Gemidos suaves pra tudo
Deixo na boca
Apenas o que quis dizer
Palavra que lavra
O campo do seu sentimento
Breve momento
Entre se dar e receber
Uma poesia
Saída em plena madrugada
Escancarada
A porta do peito agradece
Gotas de sonho
Idéias latentes na noite
Beijam a fronte
E, então, o coração agradece
IMPOSSÍVEL
* musicada por Apá Silvino
Impossível
É o nome de uma cidade
Bem distante de ondo eu moro
Que me mata de saudade
E dá motivos quando choro
Impossível
Nunca foi felicidade
Quando muito foi desejo
Uma impossibilidade
A perseguição de um beijo
Impossível
É uma história mal contada
Tudo a se perder por nada
Um destino a se cumprir
Impossível
Uma ventania leve
Um chamado assim tão breve
À vontade de sentir
Impossível
Uma linha no horizonte
Uma névoa na campina
Um coqueiro, um rio, um monte
Uma luz na lamparina
Impossível
Dura só uma noite em claro
Fantasia que me tenta
Com o despertador eu paro
Já que o peito não agüenta
ANTES QUE SEJA CEDO
* musicada por Apá Silvino
Assim não tem jeito
Eu finjo que digo
Você faz que me entende
Não me convenço disso
Você naquilo mente
E a gente vai levando
Como Deus quiser
Difícil é saber
Como parar com isso
Deixar de se iludir
Quando mentir vira vício
Melhor nem tentar
Arcar enfim com o fim
Como a gente puder
Insistir é tão ruim
Tentar nem sempre ajuda
Antes que Deus nos acuda
Será melhor que sabe?
Ou deixar pra depois
Antes que seja cedo
Mesmo que vença o medo
E isso tudo se acabe
Assim não tem jeito
Eu finjo que digo
Você faz que me entende
Não me convenço disso
Você naquilo mente
E a gente vai levando
Como Deus quiser
Difícil é saber
Como parar com isso
Deixar de se iludir
Quando mentir vira vício
Melhor nem tentar
Arcar enfim com o fim
Como a gente puder
Insistir é tão ruim
Tentar nem sempre ajuda
Antes que Deus nos acuda
Será melhor que sabe?
Ou deixar pra depois
Antes que seja cedo
Mesmo que vença o medo
E isso tudo se acabe
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